Raízen fecha vendas de 460 milhões de litros de etanol celulósico por nove anos

Fonte: Valor Econômico (11 de agosto de 2021)

A Raízen informou hoje que fechou dois acordos de venda de etanol celulósico, ou de segunda geração (E2G), que preveem a entrega de 460 milhões de litros pelos próximos nove anos.
 
Com estes contratos, a companhia já tem aproximadamente 1 bilhão de litros comercializados. Esse volume será produzido nas novas unidades que a Raízen construirá em suas instalações industriais.
 
A construção de novas plantas de E2G foi um dos principais planos apresentados pela companhia aos investidores que aportaram recursos no IPO, realizado na semana passada. Dos R$ 6,7 bilhões líquidos captados na abertura de capital, a Raízen pretende investir R$ 5,4 bilhões em novas capacidades de “produtos renováveis”, categoria que abrange não só o E2G, mas também o biogás a partir de resíduo industrial (vinhaça) e pellets de palha para a geração térmica de eletricidade.
 
Um dos investimentos em etanol celulósico já foi anunciado em junho e será realizado no site de Guariba (SP). A planta terá capacidade de produzir até 82 milhões de litros de etanol por ano e será a segunda da companhia. A primeira já opera desde 2014 na Usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP), com capacidade para produzir 40 milhões de litros anuais.
 
Naquela época, a companhia já havia traçado um plano de expansão robusto da capacidade de etanol celulósico, mas desafios tecnológicos do novo produto fizeram a companhia se dedicar a resolver os gargalos industriais. Um dos principais desafios foi garantir que a estrutura física da indústria não fosse corroída pelo material fortemente abrasivo proveniente da biomassa e dos ácidos usados para quebrar a celulose.
 
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) enviado hoje, a companhia disse que “a celebração desses acordos reflete a crescente demanda por fontes de energia mais limpa que contribuam para a descarbonização da matriz energética mundial”.