Indústria de transformação puxa queda no volume de exportações, diz Ibre

Fonte: Valor Econômico (16 de setembro de 2019)

Para Ibre, desaceleração do comércio mundial e baixa atividade da economia brasileira explicam queda da corrente de comércio — Foto: Divulgação | GEPR


As exportações brasileiras caíram mais que as importações tanto em volume quanto em preço de janeiro a agosto de 2019 contra igual período do ano passado. O volume de embarques recuou 1,4% nesse período, enquanto o de importações caiu 0,3%. Em termos de preço, a queda nas exportações foi de 4,7%, e a das compras do exterior, de 3,1%. Os dados constam do boletim do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).
 
Segundo o Ibre, o desempenho das exportações e importações brasileiras foi afetado pela desaceleração do crescimento do comércio mundial e o baixo nível de atividade da economia brasileira. Isso, diz o boletim, contribuiu para uma queda de 15% na corrente de comércio em agosto. No acumulado até o mês, o recuo na corrente de comércio foi de 4,8%.
 
Olhando de forma ampla, foram os produtos não ‘commoditizados’ que pressionaram o volume de exportações para baixo. O quantum embarcado de não commodities no acumulado até agosto caiu 7,9%, com recuo de 5,4% nos preços. Nas commodities, os preços caíram, mas em nível menor, de 4,3%, enquanto os volumes subiram 3,2%.
 
A indústria de transformação lidera a queda nos volumes de exportação de bens industriais, com recuo de 3,8% em janeiro a agosto deste ano, na comparação com iguais meses de 2018. Sem plataformas de petróleo, a redução foi menor, de 0,9%.
 
Mesmo assim, é o pior desempenho quando se olha os tipos de indústria em termos agregados. O volume de exportação da indústria extrativa cresceu 5,2% e o da agropecuária, 1,3%, na mesma comparação.
 
Nas importações, o volume da indústria de transformação, excluídas as plataformas, cresceu 4,3% no acumulado até agosto contra igual período de 2018. Na mesma comparação, a importação da indústria extrativa aumentou 1,3%, e a da agropecuária, 1,1%.