Laranja e banana ficaram mais caras em novembro

Fonte: Globo Rural (20 de dezembro de 2023)

Mamão, maçã e melancia apresentam queda de preços, diz Conab

Os preços de laranja e banana tiveram alta em novembro na maior parte das regiões do Brasil. Maçãmelancia e mamão apresentaram tendência de baixa. A informação é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou, nesta quarta-feira (20/12) o boletim Prohort.

O levantamento é feito mensalmente nas principais centrais de abastecimento do país. Considera o mercado atacadista de frutas e hortaliças que têm impacto relevante na inflação, de acordo com o IPCA, o indicador oficial do governo.

Na média nacional, a banana valia R$ 3,55 o quilo em novembro, alta de 13,84% em relação ao mês anterior. A maior valorização do produto foi registrada na Ceasa Rio Branco, no Acre, de 55,76%, com a fruta comercializada a R$ 3,68 o quilo.

Em Belo Horizonte, o preço da banana aumentou 28,5%, com a fruta valendo, em média, R$ 3,69 o quilo. Na Ceasa Santa Catarina, em São José, o preço subiu 15,18% na comparação de novembro com outubro, valendo R$ 3,46 o quilo.

Em duas regiões analisadas, houve queda dos preços. A maior baixa foi registrada em Fortaleza (CE), de 10,9%, com a banana custando R$ 1,51 o quilo.

“O mês foi marcado pela elevação das cotações, demanda regular e queda da comercialização em alguns entrepostos atacadistas, em decorrência da menor produção nas principais regiões produtoras, como norte mineiro (entressafra) e o Vale do Ribeira (SP)”, dizem os técnicos da Conab, no relatório.

Laranja
Na laranja, a alta média foi de 6,97% na ponderação de todas as centrais de abastecimento analisadas. O preço médio foi de R$ 2,66 o quilo. A maior elevação foi registrada na Ceagesp, em São Paulo, de 13,29%, com o quilo da fruta sendo vendido a R$ 2,86.

Na Ceasa Espírito Santo, em Vitória, capital do Estado, a laranja ficou 11,45% mais cara no mercado atacadista, com o quilo, em média, a R$ 2,85. Em Santa Catarina, alta de 10,74%, a R$ 3,60 o quilo.

O boletim Prohort reportou baixa em duas centrais de abastecimento no mês passado. Em Brasília, o preço da laranja foi 1,56% inferior, de R$ 2,64 o quilo. No Rio de Janeiro, a Ceasa comercializou o quilo da fruta, em média, a R$ 2,08, retração de 1m54%.

“A demanda foi forte nos centros consumidores principalmente por causa do calor. A indústria produtora de suco continuou demandando bastantes frutas e, assim, os preços pagos aos produtores atingiram níveis recordes. As exportações tanto da laranja in natura quanto de suco registraram alta no acumulado anual”, explica a Conab.

Mamão
Entre as frutas que registraram tendência de baixa, o mamão foi a que caiu mais. Na média nacional das Ceasas analisadas, o produto ficou 18,08% mais barato em novembro, sendo comercializado a R$ 4,15 o quilo.

A maior desvalorização foi registrada em Santa Catarina, onde o peço do mamão caiu 55,33% e foi comercializado, em média, R$ 3,05 no atacado. Em Goiânia, baixa de 26,72%, com o quilo da fruta valendo R$ 3,50.

Em duas regiões, o preço do mamão aumentou comparando novembro e outubro. A maior alta foi registrada na Ceasa do Rio de Janeiro, de 13,5%, com o produto vendido, em média, a R$ 8,26 o quilo.

“Ocorreu queda das cotações na maioria das Ceasas e aumento da comercialização por causa da boa oferta de ambas as variedades de mamão, num contexto de demanda regular. O forte calor contribuiu para acelerar o amadurecimento das frutas e, assim, elevar a oferta nacional. As exportações diminuíram”, diz a Conab.

Maçã
No mercado atacadista de maçã, a retração do preço na média nacional foi de 3,43%, com o quilo da fruta comercializado a R$ 7,47. Vitória, no Espírito Santo, foi onde o fruto caiu mais, 28,15%, com o quilo valendo R$ 5,45. Em Rio Branco (AC), queda de 12,83%, a R$ 11,75 o quilo.

Em três centrais avaliadas, os técnicos da Conab encontraram preços mais altos para a maçã. Em Santa Catarina, polo produtor da fruta, houve alta de 8,02%, com o quilo comercializado a R$ 8,95.

“Houve queda da comercialização em virtude não só de os estoques estarem baixos, mas também em decorrência da concorrência com as frutas de fim de ano, que começaram a entrar no mercado, e da presença das frutas importadas. Esses fatores, além da ocorrência de feriados e do menor poder aquisitivo do consumidor em alguns momentos do mês implicaram em menor demanda”, diz a Conab.

Melancia
Na melancia, a queda de preço foi menos intensa, de 0,15% na média nacional. A fruta foi comercializada a R$ 2,46 o quilo. O levantamento da Conab para o produto não inclui a Ceasa de Rio Branco (AC). A maior queda foi registrada em Santa Catarina, de 22%, com o quilo no atacado valendo R$ 2,46. Em Fortaleza, a fruta ficou 5,76% mais barata, cotada a R$ 1,85 o quilo, em média.

Nas regiões onde a melancia subiu de preço, a maior variação foi registrada na Ceasa de Brasília, de 27,87%. Na capital federal, o preço médio no atacado foi de R$ 3,54.

“A demanda cresceu no decorrer do mês, alimentada pelo calor. As exportações continuaram elevadas com o estímulo do tempo propício para a produção, recuperação de áreas para plantio e boa demanda externa”, pontuam os técnicos.

Em novembro, as centrais de abastecimento incluídas no levantamento da Conab comercializaram 420,38 mil toneladas de frutas, 4,4% a mais em relação ao outubro e 10,8% acima de novembro do ano passado. Nos onze primeiros meses do ano, o volume vendido foi de 4,2 milhões de toneladas.