Importações brasileiras de pistache atingiram US$ 8,8 milhões em 2023
Fonte: Globo Rural (29 de janeiro de 2024)

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O pistache, cada vez mais, ganha gosto popular no Brasil e a alta de consumo nas últimas duas décadas. Só em 2023, o aumento foi de 97% em comparação ao ano anterior e o valor gasto pelo Brasil na aquisição da oleagionosa foi de US$ 8,8 milhões, segundo levantamento da fintech de comércio exterior, Vixtra, a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior.
Ano passado foi o auge da oleaginosa. Foram desembarcadas 608 toneladas de pistache que, em geral, é típica da região mediterrânea.
De acordo com o levantamento, a alta se dá por um interesse gradual do público brasileiro no pistache, especialmente devido à utilização na gastronomia. Seu uso está cada vez mais diversificado, como como em sorvetes.
Evolução
Em 2003, por exemplo, as importações do pistache ainda apresentavam um tímido montante de US$ 400 mil no Brasil.
Entretanto, em 2013, o valor saltou para US$ 7,3 milhões e, depois disso, os anos seguintes registraram queda, despencando para US$ 2,8 milhões até 2021.
O quadro de compras de pistache volta a crescer em 2022, quando o pistache retorna à cena impulsionado pela culinária, “despertando a curiosidade dos brasileiros”, segundo a fintech. O resultado nesse ano foi de US$ 4,5 milhões em importações.
“É importante destacar que o Brasil não cultiva esse produto em escala comercial devido a fatores como condições climáticas, o que explica a necessidade de importação para atender à demanda crescente”, explicou, em nota, Leonardo Baltieri, um dos presidentes da Vixtra.
As principais origens do pistache que entra no Brasil são Estados Unidos, em primeiro lugar com 77,7% (US$ 6,8 milhões), seguido da Argentina com 18,2% (US$ 1,6 milhões) e Irã com 4,1% (US$ 400 mil).
“Os Estados Unidos são um dos principais exportadores de pistache por conta da extensa área cultivada na Califórnia, especialmente no Vale Central, onde o clima similar ao território mediterrâneo oferece as condições ideais para o crescimento da castanha”, observou o executivo.
A Argentina ganha espaço nessa comercialização devido ao solo e clima da região de San Juan, adequados para o desenvolvimento vegetativo da árvore de pistache, além de estar mais próxima do Brasil, diminuindo os custos de transporte. O Irã, que é um dos maiores produtores e exportadores de pistache do mundo, atua como parceiro comercial do Brasil devido à longa tradição nesse cultivo, conforme acrescentou Baltiere.
“Para 2024, as expectativas em relação ao mercado de pistache no Brasil são de continuidade no aumento das importações, impulsionado por datas comemorativas como a Páscoa, trazendo os clássicos ovos de chocolate recheados com a iguaria”, estimou o executivo.