TCU libera a construção das corvetas da Marinha e estima gerar 8 mil vagas de emprego no estaleiro Oceana em Itajaí
Fonte: Portos e Mercados (18 de dezembro de 2019)

As corvetas da Marinha são uma promessa de retomada para indústria naval do Brasil e promete gerar 8 mil vagas de emprego no estaleiro Oceana em Itajaí, SC
Boas notícias para os profissionais de SC, 8 mil vagas de emprego estão previstas no estaleiro Oceana em Itajaí, após o Tribunal de Contas da União (TCU) liberar a assinatura do contrato entre o consórcio Águas Azuis e a Marinha do Brasil. O ano que vem promete! A gigante Modec estima abrir 800 vagas de emprego no Brasil no segmento offshore e corporativo.
As corvetas lançadoras de mísseis estão avaliadas entre US$ 1,6 bilhão (R$ 6,6 bilhões) e US$ 2 bilhões (R$ 8,2 bilhões) – um projeto que promete dar nova vida à indústria de construção naval.
O estaleiro Oceana que fica em Itajaí (SC), foi o escolhido pelo consórcio Águas Azuis para a construção das corvetas que estima movimentar a partir de 2021, quando inicia a construção, mais de duas mil novas vagas de emprego diretos e outros seis mil indiretos sendo da Marinha do Brasil, além de uma cadeia de suprimentos pelo Estado.
As novas corvetas terão 31,6% de conteúdo nacional para o primeiro navio, e 41% para as outras três embarcações, garantindo assim transferência de tecnologias e capacitação de mão de obra nacional.
A previsão é de que as embarcações fossem entregues entre 2024 e 2028. Com a aprovação do TCU, a assinatura do contrato será formalizada após a virada de ano devido ao trabalhoso processo para conclusão dos documentos que embasam a contratação.
“Itajaí e Santa Catarina ganharam a Mega Sena do século” A frase é do general da reserva do Exército Brasileiro, Adhemar da Costa Machado Filho, que atua na aproximação da indústria e do setor de defesa. Ele se refere às oportunidades que virão com a construção das corvetas da Marinha no Estado.
O sucesso dos esforços no projeto das corvetas é a oportunidade de uma retomada da indústria naval brasileira, abalada desde a crise que tomou conta da Petrobras em função da Operação Lavaja Jato.
No momento setor também está engajado em outras frentes, como a construção de cinco submarinos (um deles de propulsão nuclear) do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub)
A expectativa é que a construção das corvetas traga novos projetos para a indústria local. A Marinha do Brasil planeja a construção de um novo navio patrulha, que poderá ser usado em missões na Antártida.
Também há espaço para produção internacional: forças armadas do Paraguai e do Chile já teriam demonstrado interesse em usar os serviços do consórcio Águas Azuis.