Poluição do ar volta a crescer na China

Fonte: Valor Econômico (27 de março de 2020)

Um dos países com os mais altos índices de poluição do ar em todo o mundo, a China havia baixado drasticamente os níveis de gases tóxicos lançados na atmosfera durante o pico da contaminação pelo novo coronavírus, que obrigou as pessoas a ficarem em casa, com fábricas fechadas e automóveis parados.
 
Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), houve uma queda de até 40% nas medições de poluentes no ar do país entre dezembro de 2019 e o início de março. Um centro de pesquisas na Finlândia afirmou que a queda nas emissões de CO2 chegou a aproximadamente de 200 toneladas apenas em fevereiro – o equivalente ao que a Inglaterra emite durante todo um ano.
 
Agora que o país já tem os novos casos da doença estabilizados e a vida cotidiana começa a voltar ao normal, a poluição também retornou, com força renovada. Um vídeo da ESA – disponível no site de “Autoesporte” – mostra a evolução dos índices de dióxido de nitrogênio (NO2) – um gás tóxico que provoca aumento de problemas respiratórios, emitido por veículos motorizados, termelétricas movidas a óleo e carvão e pela indústria em geral – lançados na atmosfera pela China entre 20 de dezembro e 16 de março.
 
O NO2 é considerado o primeiro indicador de atividade industrial em todo o mundo. A agência europeia informa que vai fazer uma análise detalhada das medições na China e terá resultados mais completos nas próximas semanas ou meses. Resta saber se esse efeito colateral da pandemia servirá de lição sobre medidas que melhorem a qualidade do ar no país asiático num futuro próximo.