Olhar o que acontece em portos estrangeiros pode ser positivo para o Brasil
Fonte: G1 Globo (14 de setembro de 2022)

Assunto foi debatido no painel Melhores práticas no Mundo, no Summit Portos 2022 – Imagem: Antonio Molina Neto
Quando falamos de logística, estamos abordando um setor com características singulares, próprias e intensamente influenciado pela dinâmica de operações internacionais. Por isso, os exemplos mundiais devem ser inspiração para a atuação local.
A consolidação do mercado de movimentação e armazenagem de cargas tem se tornado o padrão nos principais portos do mundo, como mostram casos recentes.
Durante o Summit Portos 2022, promovido pelo Grupo Tribuna, o painel Melhores práticas no Mundo (Operações integradas, Logística Colaborativa e Cases Mundiais em Comparação ao Case Brasil) trouxe diversos exemplos internacionais que podem ser usados para melhorar toda a parte de infraestrutura no Brasil.
O diretor de projetos da Fundación Valenciaport, Jonas Mendes Constante, falou durante o evento que o país deve se planejar com muita antecedência.
“Em 2010, investimos em uma nova infraestrutura no porto de Valencia e licitamos há apenas dois anos”. Ele afirma que mesmo há 12 anos atrás, os responsáveis pelo local já pensavam em atender as exigências do mercado que viriam nesta década.
Jonas ainda comentou que os portos devem investir em infraestrutura, mas que isso não deve ser prioridade, e sim trazer conectividade com os armadores.
Ainda no painel, Lilian Marques, coordenadora-geral do Cade, comentou que práticas concorrenciais de outros países devem ser analisadas, mas que nem todas podem servir para a realidade brasileira. “Temos algumas características próprias. Quando analisamos alguma operação ou conduta, temos que pesar as medidas, porque cada um está defendendo seu interesse”.