Navios que arvoram bandeira lusa são pioneiros em ter toda a documentação digitalizada
Fonte: Revista Cargo (14 de maio de 2021)
Em declarações prestadas durante a conferência ‘Digital Transition in Shipping’, promovida pela ENIDH, José Simão, diretor-geral da DGRM, vincou os avanços em digitalização levados a cabo por Portugal, frisando que os navios da marinha mercante que arvoram a bandeira lusa “são os primeiros no mundo a ter simultaneamente toda a documentação estatutária de navios e documentos de marítimos, em formato eletrônico”.
Navios da marinha mercante com bandeira lusa são sinônimo de progresso digital
Os navios da marinha mercante que arvoram a bandeira portuguesa são os primeiros no mundo a ter simultaneamente toda a documentação estatutária de navios e documentos de marítimos, em formato eletrônico. Este feito, é fruto das sinergias e colaboração entre os diferentes organismos do Ministério do Estado, para a emissão de certificados eletrônicos, assinados digitalmente, atestando-se a sua autenticidade e verificação online, facilitando as operações de controlo de Estado Bandeira e Estado de Porto, declarou o diretor-geral da DGRM.
O responsável lembrou que “a digitalização é também um instrumento da maior importância para os aspectos ambientais”, sendo o processo de transição digital importante para a realização da transição energética. Para José Simão, a realidade do Shipping moderno passa cada vez mais pela vertente de sustentabilidade ambiental, dados os esforços conjuntos das organizações internacionais rumo a um setor mais ecológico e mais neutral em termos de emissões poluentes. Recorde-se que o Shipping tem, gradualmente, adotado várias regras de minimização do impacto da sua pegada ecológica, como, por exemplo, a introdução, no arranque do passado ano de 2020, da chamada Sulphur Cap.
Iniciativas como o e-ship, são igualmente um marco internacional na gestão das cargas não conteinerizadas (a granel e liquefeitas) porque definem padrões, que no futuro serão objeto de benchlearning pelos atores internacionais, declarou ainda José Simão.