“Os temores estão crescendo na velocidade com que o coronavírus que começou na China se espalhou para os EUA e a Europa”, observou o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group, em email a clientes nesta segunda-feira.
“Colocando de lado a tragédia humana, do ponto de vista frio dos mercados, o coronavírus pode servir ao propósito de retirar parte do aquecimento de um mercado que tem subido rapidamente há meses”, observou.
As preocupações também afetaram mercados internacionais, derrubando mercados europeus. O índice FTSEurofirst 300 caiu 2,26%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 2,26%, a 414 pontos. Nos EUA, o S&P 500 recuou 1,57%.
Destaques
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Vale (
VALE3) despencou 6,12%, em meio ao ambiente de maior aversão a risco com temores sobre os efeitos do surto de coronavírus sobre a economia chinesa. Também no radar estava a decisão da mineradora de elevar o nível de alerta da Barragem Sul Inferior, em Minas Gerais, citando fortes chuvas na região. Outros papéis de mineração e siderurgia também figuravam entre os maiores destaques negativos do índice.
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Petrobras (
PETR4) e
Petrobras (
PETR3) recuaram 4,33% e 4,21%, respectivamente, acompanhando o tombo nos preços do petróleo no mercado internacional, com os papéis ordinários ainda pressionados pela iminência de uma oferta pública das ações da petrolífera detidas pelo BNDES prevista para fevereiro.
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Suzano (
SUZB3) caiu 6,7%, dada a relevância do mercado chinês para o setor de papel e celulose.
Klabin (
KLBN11) recuou 4,37%. As empresas do setor trabalhavam com perspectiva de retomada do mercado e dos reajustes de preços da commodity após o feriado do Ano Novo chinês, no final deste mês
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Bradesco (
BBDC4) perdeu 2,3%.
Itaú Unibanco (
ITUB4) caiu 2,16%.
Santander (
SANB11) retrocedeu 0,98%
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Vivo (
VIVT4) avançou 0,83%, como uma das poucas altas do índice. A matriz da empresa contratou o Morgan Stanley para procurar um investidor para adquirir uma fatia de sua unidade de tecnologia.
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Gol (
GOLL4) declinou 6,66%, também afetada pela valorização do dólar.
Azul (
AZUL4) perdeu 3,33%.
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Taurus Armas (
TASA4) avançou 7,79%, após assinar acordo para criação de uma joint venture que permitirá a fabricação e comercialização de armas na Índia.
Dólar
O
dólar fechou no maior patamar em oito semanas contra o real nesta segunda-feira, chegando a superar 4,23 reais na máxima da sessão, impulsionado por demanda por segurança num dia bastante negativo para ativos de risco no mundo diante de temores relacionados ao surto de
coronavírus.
O dólar à vista encerrou em alta de 0,59%, a 4,2101 reais na venda.
É o nível mais alto para um término de sessão desde 2 de dezembro de 2019 (4,2139 reais na venda). No pico desta segunda, a cotação bateu 4,2322 reais na venda.