Lucro líquido da americana ADM diminuiu 24% no 3º tri

Fonte: Valor Econômico (31 de outubro de 2019)

A americana Archer Daniels Midland (ADM), uma das maiores companhias de agronegócios do mundo, registrou lucro líquido de US$ 407 milhões no terceiro trimestre deste ano, 24,1% menos que em igual período de 2018 (US$ 536 milhões). O lucro por ação caiu de US$ 0,94 para foi de US$ 0,72. A receita global da multinacional cresceu 6% na comparação, para US$ 16,73 bilhões.
 

“Entregamos resultados sólidos no terceiro trimestre, consistentes com as perspectivas que fornecemos no último trimestre, apesar de um ambiente externo difícil”, disse o presidente e CEO da ADM, Juan Luciano, em comunicado.

O lucro operacional da empresa alcançou US$ 758 milhões de julho a setembro, uma queda de 14% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Na área de serviços agrícolas e oleaginosas, houve redução de 13% no lucro operacional, para US$ 417 milhões. “Na América do Sul, os resultados aumentaram graças às melhores margens nas operações de originação no Brasil e dos volumes de exportação da Argentina. Na América do Norte, o ambiente foi desafiador, dificultou os volume e pressionou a margem das exportações americanas”, informou a ADM.

O esmagamento de oleaginosas, sobretudo soja, que faz parte da área de serviços agrícolas, caiu abaixo dos níveis de 2018, embora tenha continuado expressivo na América do Norte e na região compreendida por Europa, Oriente Médio e África (EMEA). “Na América do Sul, as margens [de processamento] foram pressionadas pelas fortes exportações contínuas de soja para a China.”

A divisão de soluções em carboidratos da ADM registrou lucro operacional de US$ 182 milhões, com queda de 37% na comparação anual devido ao aumento dos custos com milho na América do Norte, parcialmente compensado pela redução de custos de fabricação devido a melhorias na unidade de Decatur, nos EUA. “Na moagem de trigo, um aumento no volume de vendas foi mais do que compensado pelas margens mais baixas, devido às oportunidades limitadas na compra do cereal.”