Lucro da Copersucar cresceu mais de três vezes em 2020/21, para R$ 375 milhões
Fonte: Valor Econômico (23 de junho de 2021)
A Copersucar encerrou a safra 2020/21 com lucro líquido consolidado de R$ 375 milhões, mais que o triplo do resultado da temporada anterior, impulsionado sobretudo pelas exportações recorde de açúcar do Brasil.
A receita líquida cresceu 28,6%, para R$ 38,7 bilhões, um recorde para a companhia.
O volume de açúcar brasileiro comercializado pela Copersucar cresceu 45,9%, para 5,4 milhões de toneladas. Desse volume, 3,4 milhões de toneladas foram destinadas ao mercado externo, um aumento de 78,9%, enquanto no mercado interno foram vendidas 2 milhões de toneladas, um crescimento de 11,1%.
No Terminal Açucareiro da Copersucar (TAC), no porto de Santos, o escoamento de açúcar cresceu 37%, e o serviço de elevação de açúcar aumentou 11%, para 8,8 milhões de toneladas.
Na Alvean, trading na qual, na safra passada, a participação da Copersucar ainda era de 50%, o volume de açúcar comercializado globalmente alcançou cerca de 14 milhões de toneladas.
Os efeitos da pandemia só apareceram nos negócios de etanol da Copersucar, com redução do volume comercializado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, onde a empresa opera como trading por meio da Eco-Energy.
O volume de biocombustível comercializado globalmente na safra passada caiu 21,8%, para 11,1 bilhões de litros. Deste volume, 4,6 bilhões de litros foram vendidos das operações no Brasil, uma queda de 8%, sendo que a redução ficou concentrada nas vendas ao mercado interno (4,3 bilhões de litros) – o volume exportado foi preservado em 300 milhões de litros.
Na Eco-Energy, que lidera o comércio de etanol nos Estados Unidos, as vendas de etanol caíram 29,3%, para 6,5 bilhões de litros.
Mesmo com os impactos da pandemia, a dívida líquida da Copersucar caiu 25% e encerrou a safra em R$ 1,25 bilhão, com 80% dos vencimentos no longo prazo.
A Copersucar ainda realizou uma operação no mercado de capitais, após o encerramento do exercício, por meio da qual emitiu R$ 500 milhões em certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs), com vencimento em sete anos.