Indonésia vai proibir exportação de bauxita
Fonte: Valor Econômico (23 de dezembro de 2022)
O presidente da Indonésia, Joko “Jokowi” Widodo, anunciou nesta quarta-feira a proibição das exportações de bauxita do país, novo esforço do líder para desenvolver uma indústria local de refino e processamento de minerais.
“O governo está empenhado em construir continuamente a soberania em nosso setor de recursos naturais e agregar valor aos [produtos] domésticos para abrir o maior número possível de empregos, aumentar as divisas e produzir um crescimento econômico equilibrado”, disse o presidente.
Ele disse que a proibição das exportações de bauxita, a principal matéria-prima mundial de alumínio, entrará em vigor em junho de 2023.
Widodo espera que a medida aumente o valor das exportações de bauxita do país em cerca de 21 trilhões de rúpias (cerca de US$ 1,35 bilhão) para pelo menos 62 trilhões de rúpias (cerca de US$ 4 bilhões).
O alumínio é amplamente utilizado em utensílios de cozinha, esquadrias, materiais de construção, aeronaves e uma grande variedade de outros produtos.
A Indonésia foi a quinta maior produtora mundial de bauxita em 2020 e tem a sexta maior reserva do minério, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA.
Esta não será a primeira vez que o país proíbe a exportação de bauxita. A Indonésia impôs restrições às exportações do mineral pela primeira vez em 2014, causando uma queda significativa nas vendas, antes de diminuir a proibição em 2017.
A China foi a maior importadora de bauxita da Indonésia por vários anos. Porém, após a China ser responsável por 99% das exportações do produto da Indonésia, o governo local decidiu impor restrições comerciais em 2014
Embora a China tenha reduzido a dependência da Indonésia para a bauxita, ela tem comprado cada vez mais do país desde o relaxamento das restrições em 2017. No ano passado, a China foi responsável por quase um quinto de suas importações totais do minério de alumínio do arquipélago.
Airlangga Hartarto, o ministro coordenador de assuntos econômicos da Indonésia, disse que por muitos anos a maior parte da bauxita extraída na Indonésia foi enviada para outros países como China e Austrália, fazendo com que a Indonésia comprasse produtos refinados dessas economias.
Hartarto disse que quatro refinarias na Indonésia agora usam bauxita como matéria-prima com uma capacidade de produção combinada de 4,3 milhões de toneladas de alumina, um produto intermediário. O país está construindo várias outras instalações que mais do que dobrarão essa capacidade de refino do país. Hartarto disse também que as reservas de bauxita da Indonésia podem durar de 90 a 100 anos de produção.
