Importações chinesas de carne suína aumentaram 76% em agosto, diz agência
Fonte: Valor Econômico (24 de setembro de 2019)
As importações chinesas de carne suína aumentaram 76% em agosto em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados da Administração Geral das Alfândegas do país asiático nesta segunda-feira, conforme a agência Reuters.
Segundo o órgão, as compras somaram 162.935 toneladas. Com a necessidade de repor seus estoques por causa dos danos à oferta doméstica provocados pela epidemia de peste suína africana, em julho as importações já haviam somado 182.227 toneladas.
A Reuters lembrou que, por causa da peste suína, o plantel chinês de porcos, o maior do mundo, foi reduzido em quase 40%, elevando os preços da carne suína no mercado interno. Com a alta, os preços dos alimentos na China alcançaram o mais alto nível desde janeiro de 2012.
Nos primeiros oito meses deste ano, as importações chinesas de carne suína somaram 1,16 milhão de toneladas, 40,4% mais que no mesmo período de 2018. Mas a crise também têm motivado o aumento das importações chinesas de carnes bovina e de frango.
No caso da carne bovina, as compras atingiram 130.619 toneladas em agosto, um aumento de 32% ante o mesmo mês do ano passado, e chegaram a 980.334 mil toneladas de janeiro a agosto, um avanço de 54%. Já as importações de carne de frango aumentaram 51% em agosto, para 67.074 toneladas, e alcançaram 483.743 toneladas nos oito primeiros meses do ano, um aumento de 48%.
Segundo a Reuters, a expectativa é que as importações de carnes aumentem ainda mais. De acordo com o Ministério do Comércio da China, o crescimento das importações e a liberação de reservas de carne suína congelada vão ajudar a garantir o atendimento da demanda doméstica.
Entre os países beneficiados pelas maiores importações de carnes pela China está o Brasil, maior exportador global de carne bovina e de frango. No início de setembro, a China liberou 25 novos estabelecimentos do Brasil para exportar carne ao país asiático. As autorizações incluíram unidades de empresas como BRF, Marfrig e Minerva. Na semana passada, os chineses também liberaram mais unidades argentinas para exportação.