Em 2020, Vitória pode voltar a fazer parte da rota de navios de cruzeiros
Fonte: ES HOJE (09 de janeiro de 2020)
O Espirito Santo se prepara para desenvolver um ramo turístico que, anualmente, gera milhões na economia de cidades da costa brasileira. Segundo o secretário de Turismo do Estado, Dorval Uliana, estudos estão sendo realizados junto a diversos organismos, como Codesa, Governo do Estado, Prefeitura de Vitória, Marinha, Ibama, Praticagem e Polícia Federal, para que até a temporada 2020/2021, que vai de novembro à março, navios possam incluir novamente Vitória à rota dos navios de cruzeiro.
Dentre as razões para isso não acontecer estão as mudanças no perfil do Porto de Vitória e dos próprios navios de cruzeiros, que ao passar dos anos estão com a capacidade cada vez maior. Outro fator, é a distância para o navio atracar na costa capixaba e a estrutura mínima para isso acontecer.
“O intuito é de viabilizar um novo ponto de fundeio para que os navios venham e parem sem uma condição só de escala e não de embarque aqui por Vitória. Isso significa ter toda uma operação que é mais complexa, que fazem o primeiro embarque aqui e esse ponto é predefinido, mas não está autorizado porque precisam de estudos ambientais bastantes caros que estão sendo conversados com a Codesa e a Marinha”, explicou Uliana.
Ponto de fundeio
Esse novo ponto de fundeio na costa de Vitória ficará localizado entre a Ilha do Boi e o Porto de Tubarão, com receptividade para os turistas, que desembarcarem dos navios, no píer atrás do Shopping Vitória. Toda essa locomoção do navio até terra firma é feita por meio de barcos com capacidade para até 120 pessoas.
Todo esse preparo e preciso, porque os navios atuais apresentam capacidade grande, que não é comportado pelo Porto de Vitória. Tudo isso será realizado pela parceria com a Prefeitura de Vitória, por meio da Companhia de Desenvolvimento, Inovação e Turismo de Vitória (CDV). De acordo com diretor-presidente da companhia, Leonardo Krohling, esse tipo de turismo não vem mais a Vitória atualmente. Porém, se puder agregar seria de grande valia para a capital capixaba.
“Tem um interesse por parte das operadoras de terem Vitória no trajeto dos cruzeiros, já que aumentou o turismo de lazer aqui. A gente precisa é dessa aprovação de Capitania dos Portos e da Codesa com um ponto de fundeio para gente iniciar como uma escala. É muito difícil depender de outro órgão para colocar datas, mas a gente entende que eles precisam de todos os estudos”, ressaltou Krohling.
Com o ponto de fundeio a forma de o navio ficar será conhecida como não “joga ferro”. Ou seja, não haverá o lançamento da âncora. Segundo Uliana, ele fica estacionado no mesmo local controlado por equipamentos e é uma atividade bastante complexa.
“A intensidade dos ventos de Vitória dados os tamanhos dos navios não torna essa ação segura e tudo caminha para que tudo seja melhor definido para que a gente possa retomar essa importante atividade turística. Se tiver uma mudança de vento intensa, por exemplo, e o navio jogar âncora a gente precisa ter um estudo do fundo do mar para saber que a âncora não engancha em alguma pedra, da Ilha do Boi ao Porto de Tubarão”, esclareceu.
Porto de Vitória
Por meio de nota, o Porto de Vitória informa que quando acionado sobre a vinda de algum navio de cruzeiro, atua junto com o segmento (governo, prefeitura de Vitória, agentes das empresas de cruzeiros, dentre outros) para viabilizar o receptivo dos passageiros no Cais Comercial de Vitória.
