Contêineres são carregados e descarregados automaticamente usando GPS para guiar guindastes
Fonte: Porto e Notícias (19 de novembro de 2019)
Haveria gargalos em portos: contêneires são carregados e descarregados automaticamente usando GPS para guiar os guindastes.
Prateleiras de supermercado poderiam ficar vazias, com sistemas de logística parados. Fábricas poderiam ficar sem produção porque seus produtos não chegaram a tempo.
Agricultura, construção, pesca, pesquisas — há outras indústrias mencionadas por um relatório do governo do Reino Unido que calcula o custo de uma falha nos sistemas de GPS em cerca de US$ 1 bilhão por dia nos primeiros cinco dias.
Se durasse muito mais, teríamos que começar a nos preocupar com o funcionamento de vários outros sistemas que talvez não tivessem nos ocorrido se pensássemos no GPS só com um serviço de localização.
É isso, mas também é um serviço de tempo.
O GPS é um sistema de navegação formado por 24 satélites que carregam relógios sincronizados a partir de uma precisão extrema.
Quando seu smartphone usa GPS para te localizar no mapa, ele está pegando sinais de alguns desses satélites — e está fazendo cálculos baseados no tempo em que o sinal foi enviado e onde o satélite estava.
Se os relógios nesses satélites mudarem por um milésimo de segundo, sua localização pode acabar ficando em um lugar a 200 km ou 300 km de onde você está.
Então se você quiser informação extremamente precisa sobre o tempo, o GPS é o aparelho para isso.
Considere redes telefônicas: suas ligações compartilham espaço com outras por meio de uma técnica chamada multiplexação — os dados são codificados, misturados e decodificados na outra ponta.
Uma falha de um centésimo de segundo pode causar problemas. Pagamentos bancários, mercado de ações, redes elétricas, televisão digital, a “nuvem” — tudo depende de diferentes locais estarem de acordo no tempo.
Se os GPS falhassem, por quanto tempo e quão bem os sistemas de back-up segurariam esses sistemas? A resposta, não muito tranquilizadora, é que ninguém realmente sabe.
Os GPS às vezes são chamados de “utilitário invisível”.
Precificar o GPS é quase impossível. Como o autor Greg Milner escreve no livro Pinpoint: How GPS is Changing Our World (Precisão: Como o GPS está mudando nosso mundo, em tradução livre), temos que nos perguntar: Quanto vale o oxigênio para nosso sistema respiratório?
É uma história incrível para uma invenção que em primeiro lugar ganhou apoio no Exército americano porque poderia auxiliar em bombardeios, embora não tivesse certeza de que precisaria do sistema. Uma resposta típica era: “Eu sei onde estou, por que preciso que um satélite me diga?”
O primeiro satélite de GPS foi lançado em 1978 — mas não foi até a primeira Guerra do Golfo, em 1990, que os céticos mudaram de ideia.
Enquanto a Operação Tempestade de Areia se deparava com uma tempestade literal, com redemoinhos de areia reduzindo a visibilidade para 5 metros, o GPS permitiu com que soldados marcassem o local de minas, encontrassem o caminho de volta para fontes de água e evitassem ficar no caminho de outros soldados.
Salvou vidas, e o Exército tinha tão poucos receptores que soldados pediram para suas famílias nos Estados Unidos gastarem seu próprio dinheiro enviando aparelhos de mil dólares disponíveis comercialmente.