Como o Porto de Santos vem se transformando

Fonte: G1 (02 de junho de 2021)

Luciano Bragança, coordenador de Operações do TAC. — Foto: Copersucar


 
Localizado no Porto de Santos, o Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), foi inaugurado em 1998, para ser um ponto estratégico para as atividades de exportação da companhia. Atualmente, tem capacidade de armazenagem estática de 300 mil toneladas de açúcar a granel, de atender embarcações de grande porte, acima de 70 mil toneladas, e de embarcar até 5,4 mil toneladas por hora.
 
Em 23 anos de história, completados em 1º junho de 2021, a evolução dos processos tem papel de destaque. Até 2001, toda a carga movimentada no terminal era acondicionada em sacas o que tornava o processo mais lento. Para carregar um navio de aproximadamente 14 mil toneladas, por exemplo, eram necessárias 280 mil sacas e o processo demorava, em média, seis dias. Após a reestruturação do terminal para operar com açúcar a granel e a automatização do processo implementada ao longo dos últimos anos, a mesma quantidade é embarcada em até 5 horas.
 
Aos olhos de quem faz parte dessa jornada, a evolução é considerada um grande salto na forma de trabalhar. “É incrível saber que com o nosso trabalho, conseguimos fazer a empresa ainda mais competitiva no mercado. Com o auxílio da tecnologia embarcamos uma quantidade muito superior ao que fazíamos há 20 anos”, afirma Luiz Carlos Farias de Sousa, 42 anos, sendo metade deles na Copersucar.
 
Em mais de duas décadas de experiência no TAC, Sousa ingressou como encarregado de embarque, passou pelas funções de operador e programador do Centro de Controle Operacional (CCO), até chegar à posição de supervisor de Operações, em que coordena uma equipe de aproximadamente 40 pessoas. “Não me vejo fora dessa área, fazendo outra coisa. O porto é a minha história”, enfatiza.
 
Luciano Martinez Carreiro (61 anos) é outro colaborador que viu o avanço da tecnologia e a forma como as mudanças impactaram na maneira de trabalhar. Há 19 anos na Copersucar como operador de CCO, ele comemora toda a evolução ao longo do tempo.
 
Ele conta que a função exigia mais esforço físico e muitas vezes durante a jornada de trabalho, era necessário que o operador de CCO fosse até a área operacional para verificar algum equipamento. “Hoje, isso não existe mais. O operador não precisa sair do local para exercer a sua função. Tudo é feito da mesa operadora. A principal vantagem é que ficamos mais concentrados, sem perder o foco”, explica.
 
Outro benefício, jamais pensado por ele, era a possibilidade de trabalhar em casa. Em razão da pandemia e por fazer parte do grupo de risco, há um ano ele acompanha a operação de descarga de caminhões e vagões de forma remota. “Nunca pensei que a tecnologia fosse permitir que eu continuasse trabalhando fora do terminal”.
 
A evolução dos processos também contribuiu para implantação do padrão de segurança. Em 2016, foi lançada a Campanha Operação Segura, com o objetivo de reforçar a prevenção e a cultura de segurança do terminal. “A segurança é fundamental para termos equilíbrio nas atividades, ela vem em primeiro lugar e é a nossa maior prioridade”, comenta Luciano Bragança (43), coordenador de Operações do TAC e colaborador há 22 anos.
 
Bragança iniciou na Copersucar aos 21 anos de idade como auxiliar de operações. Até chegar a coordenador, passou pelas funções de encarregado de embarque, supervisor de Operações e de CCO. Hoje, é responsável por 214 colaboradores diretos e 40 indiretos. “É um grande desafio. É enriquecedor trabalhar com gestão de pessoas e ter a oportunidade de ver o desenvolvimento de todos, principalmente em momentos de promoções, quando acompanhamos o crescimento profissional e evolução dos colaboradores”, comenta.
 
Em quase 23 anos de Copersucar, ele participou de toda essa evolução. “Eu tenho um sentimento pelo TAC de como se fosse a minha casa. É um local que sinto muita satisfação, valorizado e realizado”, afirma com orgulho.