Colheita de café pode bater recorde no país
Fonte: Valor Econômico (17 de janeiro de 2020)
A produção de café do Brasil, maior exportador global, pode bater recorde na temporada 2020/21, que será colhida entre maio e agosto. De acordo com o primeiro levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a cultura, a safra brasileira de café deverá ficar entre 57,2 milhões e 62,02 milhões de sacas.

Se o órgão estiver correto, a produção crescerá de 15,9% a 25,8% ante ao ciclo 2019/20, incentivada principalmente pelo fato de ser um ano de bienalidade positiva. Se ficar no intervalo máximo da estimativa da Conab, será um recorde. A maior colheita da história ocorreu na safra 2018/19, quando o país produziu 61,6 milhoes de sacas.
De acordo com a Conab, a área destinada à produção de café, calculada em 1,89 milhão de hectares, crescerá 4% em relação à temporada passada. Desse total, 1,75 milhão será de cultivo da espécie arábica e o restante para conilon.
A produção de café arábica, influenciada pela bienalidade, deverá ter um aumento entre 26% e 34,1% na comparação com o ciclo 2019/20, para algo entre 43,20 milhões e 45,98 milhões de sacas. Mas, em relação ao ciclo 2018/19 – outro ano de bienalidade positiva -, haverá queda de 3,2% a 9%.
“A floração da atual safra ocorreu sob um clima desfavorável, com altas temperaturas e baixos índices pluviométricos. Entretanto, o clima favoreceu no período da formação dos chumbinhos e o enchimento dos frutos do arábica”, apontou a Conab em relatório.
A produção de conilon, por sua vez, é calculada entre 13,95 milhões e 16,04 milhões de sacas. O intervalo mínimo representaria uma queda de 7,1% ante 2019/20 e o máximo, um aumento de 6,8%.
Entre os Estados cafeicultores, Minas Gerais deve produzir entre 30,71 milhões e 32,08 milhões de sacas – a maior parte de arábica. O Espírito Santo, grande produtor de conilon, deve fornecer entre 13,02 milhões e 15,44 milhões de sacas.