Carnes e açúcar pressionaram preços na ‘porta das fábricas’ em novembro
Fonte: Valor Econômico (09 de janeiro de 2020)

Embarque de açúcar no porto de Santos: variedade VHP, voltada à exportação, é sensível ao câmbio — Foto: Paulo Fridman/Bloomberg News
Com o aumento de preços de carnes e açúcar, os alimentos foram os principais responsáveis pela aceleração do índice de Índice de Preços ao Produtor (IPP) em novembro, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dados da pesquisa mostram que os preços dos alimentos na “porta das fábricas”, sem impostos e sem frete, avançaram 3,84% em novembro, após alta de 2% no mês anterior. Os alimentos responderam assim por 0,79 ponto percentual do IPP, que mostrou elevação de 0,91% em novembro, após 0,60% em outubro.
O quilo das carnes (bovina e suína) ficou mais caro nos últimos meses com a peste suína africana, que matou parte do rebanho da espécie na China. O gigante asiático passou a demandar mais proteína do restante do mundo, provocando aumento de preços.
Além da carne, o açúcar VHP (‘very high polarization’, mais voltado para exportação) registrou aumento de preços em novembro pelo IPP. Por ser exportado, esse tipo de açúcar é sensível ao movimento do câmbio. A depreciação do real também influencia preços de processados de soja.
Desta forma, os bens de consumo semi e não duráveis mostraram alta média de preços de 2,11% em novembro, a maior entre as grandes categorias econômicas. Também avançaram bens de capital (0,38%), bens intermediários (0,34%) e bens de consumo duráveis (0,45%).