Aumenta número de empresas com nota em perspectiva negativa na América Latina

Fonte: Valor Investe (20 de maio de 2020)

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O viés negativo para emissores de dívida da América Latina aumentou em função do novo coronavírus (covid-19), com 35% dos ratings apresentando perspectiva negativa ou em revisão para rebaixamento, segundo a agência de classificação de riscos Moody’s.
 
Os latino-americanos representam 31% de todos os emissores não soberanos de mercados emergentes com rating, sendo que 28% deles estão no Brasil. No país, a maioria das companhias, em torno de 80%, apresenta um viés estável dos ratings.
 
A pior situação é vista na Argentina, em que 90% dos emissores registram viés negativo, por conta das pressões exercidas pela situação econômica do país.
 
Considerando apenas companhias não financeiras, a Moody’s informou que 33% das empresas com rating tinham um viés negativo, devido a pressões soberanas no México e uma deterioração mais ampla dos perfis de crédito das entidades no Brasil e no Peru. A América Latina representa 26% das empresas não financeiras dos mercados emergentes, das quais 44% são do Brasil.
 
A maioria das empresas não financeiras brasileiras (76%) apresenta perspectiva estável em seus ratings, enquanto a quantidade de entidades com perspectiva negativa subiu para 18% ao final de abril, de 2% no fim de 2019.
 
(Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico)