ADM antecipa meta de desmatamento zero para 2025

Fonte: Valor Econômico (25 de abril de 2022)

— Foto: Angela Benito/Unsplash

A multinacional americana de agronegócios Archer Daniels-Midland (ADM) antecipou em cinco anos sua meta de alcançar uma cadeia de suprimentos de commodities agrícolas global totalmente livre de desmatamento. O primeiro compromisso, lançado há um ano, prometia alcançar esta meta em 2030. Agora, a companhia pretende alcançar o status de livre de desmatamento em 2025.

 

A ADM informou que sua meta de rastrear todo seu fornecimento de soja no Brasil, Paraguai e Argentina deverá ser alcançada o fim de 2022.

 

Em 2020, a companhia conseguiu rastrear, em 61 municípios críticos no Brasil selecionados no âmbito do Soft Commodities Forum (SCF), todas as suas fazendas fornecedoras diretas de soja e todos os intermediários (fornecedores indiretos no primeiro ponto de agregação). Os municípios selecionados estão concentrados no Matopiba (confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e foram escolhidos por terem os maiores índices de desmatamento nos últimos anos.

 

A múlti disse que também já alcançou um “alto nível” de rastreio das processadoras de óleo de palma que são suas fornecedoras e que está trabalhando para avançar no rastreio das fazendas produtoras de palma. Ainda em 2021, as cadeias de soja e palma foram consideras pela companhia como as mais críticas para alcançar sua meta.

 

Em nota, o diretor de sustentabilidade da ADM, Alison Taylor, disse que o objetivo “é acabar com o desmatamento no menor tempo possível, e o novo prazo para o fornecimento livre de desmatamento demonstra nosso compromisso em curso para uma produção sustentável, ética e responsável”.

 

Para classificar o que é desmatamento e o que não é, a ADM utiliza como conceito para floresta a definição da FAO, que é um conjunto de árvores que ocupa mais de 0,5 hectare com unidades acima de 5 metros (ou em crescimento e capazes de alcançar esta altura) e com uma cobertura de ao menos 10% da área.