Accor vai alugar quartos de hotéis de São Paulo para pessoas trabalharem em silêncio

Fonte: Epoca Negocios (28 de maio de 2020)

Fotos:  Divulgação Accor

 
O setor de turismo foi um dos mais afetados pela crise do novo coronavírus. Com a queda de ocupação, muitos hotéis fecharam suas portas. Mas para sobreviver diante deste cenário, a rede Accor lançou o serviço room-office em 23 hotéis na Grande São Paulo e será estendido para a América Latina nas próximas semanas. O objetivo é atender os clientes que estão em teletrabalho e precisam de um local silencioso para se concentrar.
 
“Estamos numa situação preocupante e difícil por conta da covid-19. Muitas vezes não é fácil focar nas tarefas trabalhando de casa. Por isso, lançamos esse sistema diferente e inovador”, diz Olivier Hick, COO das marcas midscale e econômicas da Accor no Brasil.
 

Parte dos quartos foi adaptado para parecer com um escritório. Em vez da cama, cadeiras e mesas foram instaladas. Os usuários poderão reservar o espaço para até duas pessoas no período de uso das 8h às 20h.
 
O valor da reserva para day use ? modalidade de hospedagem por apenas um dia, sem pernoite ? varia entre R$ 99 e R$ 220. No entanto, pacotes semanais e mensais também estão disponível. O preço varia de R$ 624 a R$ 4.950, dependendo da categoria escolhida.
 
Estão inclusos no pacote: água, café, chá e internet de alta velocidade. Se necessário, o usuário também poderá solicitar equipamentos para reuniões online, como monitores, utensílios de áudio e vídeo e impressão de documentos. O hóspede também poderá tomar banho sem custo adicional.

Para proteger a saúde dos usuários e evitar a disseminação do novo coronavírus, de acordo com Hick, ao final do dia, os escritórios são higienizados. “Seguimos um padrão rígido de higiene e limpeza. Isso é muito importante, afinal, precisamos ter a certeza que entregamos um produto que evita o disseminação do vírus”, afirma.
 

Os serviços dos hotéis também estarão disponíveis para os usuários – o valor não está incluso no pacote -, como: café da manhã, almoço e jantar via serviço de quarto. A academia, piscina e parques estão fechados. Mas o hóspede pode alugar os equipamentos de ginástica e usá-los dentro do escritório.
 
O investimento da ação foi de aproximadamente R$ 366 por quarto. Até o momento, quarenta reservas foram feitas. No entanto, o objetivo não é mudar o modelo de negócio, mas sobreviver durante a crise causada pela covid-19. Segundo Hick, não existe uma estimativa de quantos clientes vão aderir ao room-office. “Nosso negócio claramente é hotel, mas ainda é cedo para avaliar o percentual de clientes”, diz.