Venezuela decreta 'quarentena radical' por 2ª onda da covid-19 e Maduro culpa variante brasileira
Fonte: Estadão (22 de março de 2021)
A Venezuela inicia nesta segunda-feira, 22, uma “quarentena radical” para combater a nova onda de casos do novo coronavírus no país. A medida, anunciada pelo presidente Nicolás Maduro durante um pronunciamento na TV estatal nesse domingo, 21, deve durar duas semanas.
“Estamos diante da presença de uma segunda onda, sem dúvida alguma. A partir de sexta, 16 de março, detectamos, já na Venezuela, uma segunda onda do coronavírus, que tem como causa fundamental a chegada da variante brasileira ao nosso país, sem dúvida alguma”, disse Maduro, confundido a data.
Ao se referir à variante brasileira, Maduro também aproveitou para criticar a resposta de Jair Bolsonaro à pandemia, chamando o presidente brasileiro de “irresponsável”. Nas palavras do presidente venezuelano, o Brasil se tornou “a maior ameaça do mundo” em termos de saúde pública.
“É alarmante. Eu diria que está angustiante ver os relatos de São Paulo, do Rio de Janeiro e de todo o Brasil, e a atitude irresponsável da direita trumpista brasileira. A atitude irresponsável de Jair Bolsonaro com o povo do Brasil”, afirmou Maduro. E completou: “O Brasil se tornou a maior ameaça do mundo em relação à pandemia do novo coronavírus, assim já reconhecem os especialistas de todo o mundo. O Brasil é uma ameaça para o mundo hoje. Por culpa de quem? De Jair Bolsonaro. Que em meio ao colapso, em vez de pedir ajuda aos distintos setores – científicos, médicos, políticos – o que faz é confrontar para que o povo não faça quarentena, para que o povo não use máscara. Uma loucura, de verdade. Algo que não tem nome.”
#EnVideo📹| Jefe de Estado, @NicolasMaduro: Es alarmante ver los reportes de Brasil y la actitud irresponsable del presidente Jair Bolsonaro ante la propagación de la COVID-19 y sus variantes#DescuidarseEsContagiarse pic.twitter.com/BawRMDyYaO
— VTV CANAL 8 (@VTVcanal8) March 21, 2021
Recomendações polêmicas
Apesar das críticas a Jair Bolsonaro, Nicolás Maduro e o presidente brasileiro já estiveram alinhados sobre a resposta a ser dada à pandemia. Em maio do ano passado, Maduro defendeu publicamente o uso de cloroquina – medicamento sem eficácia comprovada para a doença, também defendida por Bolsonaro – para pacientes com covid-19.
Antes, em outra recomendação polêmica, o presidente da Venezuela incentivou o consumo de uma mistura de ervas com mel e limão como forma de combater uma eventual infecção de covid-19.
