Para Usiminas, PIB do Brasil deverá crescer 3,5% este ano
Fonte: Valor Econômico (15 de fevereiro de 2021)
Se em 2020 a Usiminas teve o melhor desempenho dos últimos anos, a expectativa para 2021 é ainda mais positiva. O presidente da siderúrgica, Sergio Leite, disse que para este ano a perspectiva é de que o Produto Interno Bruto (PIB) no país deverá crescer 3,5% e isso irá puxar a atividade econômica.
“Há alguns setores que estão com boas perspectivas, e setores importantes para a Usiminas, como o de máquinas e equipamentos e o automotivo. O Instituto Aço Brasil estima que o consumo aparente terá alta de 6%. Então estamos confiantes para 2021. Na nossa visão, a velocidade da vacinação vai ser muito importante para essa retomada”, disse Leite.
E para sustentar a recuperação da demanda por aço no país, a Usiminas vai retomar a operação do seu alto-forno 2 na usina de Ipatinga. Segundo Leite, o equipamento será religado no início de junho e com isso serão adicionados à capacidade de produção de aço bruto 600 mil toneladas por ano.
“Nós temos 3 altos-fornos em operação em Ipatinga e, durante a pandemia, nós desligamos o 1 e 2. Em agosto, retomamos as atividades do equipamento 1 e agora o 2. Com essa adição em nossa capacidade, a compra de placas será reduzida este ano”, afirmou o executivo.
A área de siderurgia vai receber este ano R$ 1,2 bilhão, do total de R$ 1,5 bilhão que serão investidos pela Usiminas neste ano. “Viemos aumentando os nossos aportes ao longo desses anos. Em 2014 e 2015, investimos cerca de R$ 200 milhões. No ano passado, foram R$ 800 milhões. Esses aportes são necessários para melhorar a nossa operação”, ressaltou Leite.
Na mineração, o principal projeto da Usiminas este ano é o empilhamento de rejeito a seco e a descaracterização das barragens da companhia. Serão investidos cerca de R$ 250 milhões. Leite acrescentou que o projeto de depósito a seco será concluído no início do segundo trimestre.
“Hoje, temos três barragens e isso se tornou o ponto mais delicado na operação. Duas delas já estavam desativadas desde 2015, e a terceira em operação a jusante. As duas a montante, que estavam fora de operação, já descaracterizamos uma, e segunda até janeiro de 2022.” Agora, segundo Leite, a companhia está na fase final de projetos de empilhamento a seco de rejeitos. “Vamos parar de usar barragem. A unidade entrará no estado da arte de tecnologia da exploração.”
Quanto ao projeto para aumentar a vida útil da mina para minérios friáveis, o vice-diretor financeiro e de relações com investidores, Alberto Ono, disse que a decisão sobre os investimentos deve ser adiada para o próximo ano.
A companhia avalia um projeto para aumentar a vida útil da mina na Mineração Usiminas (Musa) para o minério friável. A capacidade total, que inclui friáveis e compactos, é de 60 anos.
“A expectativa inicial do ponto de decisão era o segundo semestre de 2021, mas tivemos aqui algumas revisões, primeiro foi em razão dos estudos e licenciamento prévio, vai levar mais tempo que o esperado. Isso em si vai elevar o cronograma para decisão para 2022”, disse.
O outro ponto, de acordo com Ono, é uma nova reavaliação que foi feita e as reservas vão ter uma duração maior. “Teremos friáveis até o final de 2026. O montante do investimento estamos fazendo um refinamento do projeto, estamos trabalhando nisso. A questão é que vamos ter mais tempo para essa discussão internamente.” A estimativa anterior era de que a exploração de minérios friáveis poderia ser feita até 2026.
