2020 premia qualidade do café brasileiro e sistema que capitaliza produtor

Fonte: Moneytimes (21 de dezembro de 2020)

O Brasil elevou a produtividade média em mais de 40% na última década (Imagem: Reuters/Mohamed al-Sayaghi)


 
Com uma safra recorde em 2020, exportações caminhando para superar em 5% as máximas históricas de 2019 e um clima irretocável para a qualidade, o café do Brasil viveu um ano sem precedentes em que, apesar da pandemia, tudo deu certo para coroar esforços de uma cadeia produtiva estruturada para fortalecer seu principal elo: o produtor.
 
Assim, atribuir os bons resultados da safra deste ano somente ao clima ou ao dólar valorizado favorável a exportações seria ter um olhar reducionista sobre a cafeicultura no maior produtor e exportador global, um país que está próximo de completar 300 anos de cultivos de café.
 
Com pesquisas agronômicas e sobretudo um esquema de comercialização que garante renda ao produtor, o Brasil elevou a produtividade média em mais de 40% na última década, a patamares acima de 30 sacas de 60 kg/hectare, usando técnicas como o adensamento das lavouras e a “safra zero” (podas em talhões que estão no ano de baixa bienalidade do arábica para maior produção em ciclos de alta), além do aumento da irrigação.