Baixada Santista tem saldo positivo de vagas de emprego pela 1ª vez no ano

Fonte: A Tribuna (02 de outubro de 2020)

Praia Grande foi a cidade que mais abriu vagas em agosto, segundo dados do Caged (Foto: Alexsander Ferraz/AT)


 
Pela primeira vez no ano, a Baixada Santista fechou um mês com saldo positivo no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em agosto, foram registrados 369 novos empregos formais – resultado de 6.592 contratações e 6.223 demissões. No ano, porém, o balanço ainda é negativo: 16.662 vagas foram fechadas.
 
Praia Grande teve melhor saldo: 187. Santos, apesar do maior número de contratações (2.870), perdeu 15 postos de trabalho, como reflexo de 2.885 demissões. Guarujá também fechou empregos (dez).
 
A Prefeitura praia-grandense credita o saldo, em especial, aos investimentos governamentais em serviços públicos, mobilidade, segurança e infraestrutura, que atrairiam empresas ao Município. “Os setores que mais geram emprego na Cidade são construção civil, comércio e serviços.”
 
Retomada
De acordo com especialistas, a flexibilização das restrições durante a pandemia de covid-19 permitiram a retomada de atividades e emprego, sobretudo em serviços, comércio, restaurantes e rede hoteleira. São o que move a região, juntamente a Porto e indústria.
 
“Já notamos que muitas atividades voltaram, com aqueles que sobreviveram (ao período de restrições e portas fechadas). Você observa mercados e shoppings com mais volume de pessoas e compras. É uma tendência natural (a demanda por trabalhos)”, diz o economista Jorge Manuel de Souza Ferreira.
 
Segundo ele, a expectativa é que a economia regional continue apresentando sinais de melhora se as restrições não voltarem. O economista aponta que, apesar de toda a crise gerada pela pandemia, as atividades portuárias e o fato de haver número elevado de aposentados na Baixada Santista amenizaram impactos negativos.
 
Garantia de trabalho
Para Ferreira, as empresas que adotaram reduções salarial e de carga horária (com base na Medida Provisória 936) acreditam na retomada da economia e devem manter empregos, mesmo após o período de estabilidade.
 
Segundo Vaz, os dados do Caged também são uma incógnita, pois, apesar de darem a entender uma retomada (principalmente por causa do comércio), ele não indica os setores com mais contratações nem a forma como foram firmados esses contratos – se são temporários ou intermitentes, por exemplo.
 
“Esses dois tipos de trabalho eliminam o custo fixo da empresa”, diz Vaz. Ele destaca que estes contratos interferem nos ganhos dos profissionais, que, como a maior parte da população, sofrem com a falta de reservas financeiras para enfrentar crises como a decorrente da pandemia ou momentos de baixa demanda por trabalho.
 
Outro ponto destacado por Vaz para justificar a dificuldade em entender o cenário de empregos, está na falta de dados sobre empregos informais, que, segundo ele, se equivalem ou são maioria na região.