Sobem os preços do tomate e da cenoura nas Ceasas do país

Fonte: Valor Econômico (18 de setembro de 2020)

Enquanto o arroz atraía as atenções, a cenoura e o tomate, que há não muito tempo era o “vilão da inflação” da vez, também ficaram mais caros nas principais centrais atacadistas do país em agosto, apontou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em relatório.
 
No caso do tomate, a estatal informou que a redução da oferta nas principais regiões produtoras brasileiras motivou a alta das cotações. Em agosto, a capixaba foi cerca de 5% menor que a de julho. Em Minas Gerais, a redução foi de 8%.
 
Na Ceasa de Vitória (ES), o preço médio do tomate nas bancas subiu 128,72% em relação a julho. Em São Paulo, onde está a principal central atacadista do país, a valorização foi de 30,5%.
 
A cenoura também teve alta expressiva em praticamente todas as casas de abastecimento no mês passado. Em Goiânia, o aumento nos preços chegou a 61,73% em comparação com julho. Em Brasília, a alta foi de 30,21%, e em São Paulo, de 29,15% ante o mês anterior.
 
“A oferta neste ano está bem abaixo da verificada em 2019, algo em torno de 10%” e a queda é provocada pela menor produção da região de São Gotardo, em Minas Gerais, informou a Conab.
 
Entre os produtos que ficaram mais baratos, a cebola foi o destaque. Em Curitiba (PR), a queda foi de 40,28% ante julho. Em Recife, chegou a 46,92%, e em São Paulo foi de 28,13%. Conforme o relatório da Conab, a queda dos preços da cebola já era esperada, por causa da previsão de aumento na oferta.
 
Já os preços das frutas tiveram comportamento misto em agosto. A melancia, por exemplo, subiu na maioria dos entrepostos por causa da oferta reduzida. Em Brasília, a alta foi de 7,16% em relação a julho, enquanto no Rio de Janeiro alcançou 46,6%. Em Recife (PE), foi de apenas 0,88%.
 
O relatório da Conab destacou, finalmente, a valorização dos preços da laranja, por causa da boa demanda das indústrias produtoras de suco e pela fruta in natura. Em Fortaleza (CE), o avanço das cotações foi de 8,62%. Em São Paulo, o aumento foi de quase 10%, conforme a estatal.