Infraestrutura e regime fiscal precisam acompanhar evolução do setor produtivo, dizem secretários de estados do Centro-Oeste
Fonte: Brasil Export (04 de setembro de 2020)

Os esforços governamentais que têm como objetivo promover uma logística mais competitiva para o escoamento da produção do agronegócio foram apresentados pelos secretários de desenvolvimento econômico dos três Estados da região Centro-Oeste em webinar organizado pelo Fórum Nacional Brasil Export nesta quinta-feira, dia 3 de setembro.
Os agentes públicos enfatizaram o trabalho de transformar a produção de proteína vegetal em proteína animal e, de forma unânime, ressaltaram que a infraestrutura e os incentivos fiscais precisam acompanhar o desenvolvimento do setor produtivo e contribuir para a competitividade do Brasil no mercado internacional, além de reduzir custos para o consumo interno.
O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do Estado de Mato Grosso do Sul, Jaime Elias Verruck, indicou que o perfil da produção local vem sendo modificado pela implantação de tecnologia, em especial com a expansão da pecuária. Verruck destacou ainda um programa de incentivo às exportações por hidrovias, retirando a obrigatoriedade da paridade na movimentação de cargas como soja ou milho. Ele falou ainda sobre o termo de cooperação assinado com a Ferroeste, importante ligação com o Porto de Paranaguá, no Paraná.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Mato Grosso, César Alberto Miranda Lima dos Santos Costa, classificou o agronegócio como a força motriz da economia matogrossense. A construção de plantas frigoríficas voltadas ao abastecimento do mercado chinês e de usinas de etanol foram apontadas pelo secretário como avanços para a economia local. “Mato Grosso está muito bem direcionado em termos de tecnologia de produção, com muita sustentabilidade, buscando verticalização e agregação de valor aos produtos de forma efetiva”, disse.“Goiás é um Estado bastante industrializado e o compromisso do governo é de cada vez mais desenvolver a indústria local”, disse o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços no Governo de Goiás, Adonídio Neto Vieira Júnior. A meta do Poder Executivo, segundo destacou, é a de terminar 2020 com 200 empresas exportadoras em Goiás. Pela posição central no continente, observou Adonídio, o Estado de Goiás é um hub logístico natural e proporciona custos competitivos de frete de transporte.