Baixada Santista e Vale do Ribeira seguem na fase amarela no Plano São Paulo pela 3ª semana
Fonte: G1 (27 de julho de 2020)
O Governo do Estado decidiu manter, nesta sexta-feira (24), a classificação das cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira na fase amarela do ‘Plano São Paulo’, o plano estadual de combate ao coronavírus. As duas regiões entram na 3ª semana na zona amarela. Novos índices divulgados revelaram uma queda nos números na Baixada Santista e uma piora na situação do Vale do Ribeira.
O governador João Doria determinou ainda a renovação da quarentena a partir da próxima segunda-feira (27). A nova quarentena será a oitava desde o início da pandemia e vai até o dia 10 de agosto.
Doria também atualizou a situação das regiões no Plano São Paulo de reabertura gradual das atividades econômicas. As regiões da Baixada Santista e do Vale do Ribeira continuam na fase amarela e não terão novas flexibilizações. As próximas atualizações programadas do Plano São Paulo estão previstas para os dias 7 e 21 de agosto.
A Baixada Santista passou da fase laranja e para a amarela no dia 10 de julho. Na mesma data, o Vale do Ribeira deu um salto da fase vermelha para a amarela, sem passar pela laranja.
Uma nova tabela com os índices epidemiológicos e capacidade hospitalar foi divulgada, nesta sexta-feira, pelo governo estadual. Os índices de evolução da pandemia são calculados levando em conta os números dos últimos sete dias e dos sete dias anteriores.
Baixada Santista
Os novos dados revelaram uma queda nos números na Baixada Santista. A região estava com 49% da ocupação de leitos de UTI em 10 de julho, agora está com 44,7% de ocupação. A Baixada apresentava 26,2 leitos para cada 100 mil habitantes agora está com 24,9. Com isso, os dois índices se enquadram na fase verde do Plano São Paulo.
Já quanto a evolução da pandemia, no dia 10 de julho, a região apresentava um índice de novos casos de 1,29, um índice de 0,99 em internações e de 0,97 em óbitos. Agora, a Baixada está com um índice de novos casos de 0,85, um índice de 0,96 em internações e de 1,05 em óbitos. O único aumento foi no índice de óbitos.

Indicadores da oitava atualização do Plano São Paulo — Foto: Reprodução / Governo do Estado de São Paulo
Vale do Ribeira
O Vale do Ribeira apresentou dados maiores do que os registrados no dia 10 de julho. Naquela data, a região apresentava 34% da ocupação de leitos de UTI de Covid-19 e 10,4 leitos para cada 100 mil habitantes. Já quanto a evolução da pandemia, a região apresentava um índice de novos casos de 0,92, um índice de 0,83 em internações e de 0,20 em óbitos.
Atualmente, segundo o Governo do Estado, o Vale do Ribeira está com 49,3% a ocupação de leitos de UTI de Covid-19 e 10,4 leitos para cada 100 mil habitantes. Apesar dos número serem mais altos que no último balanço, os índices se enquadram na fase verde do Plano São Paulo.
Quanto a evolução da pandemia, a região apresenta um índice de novos casos de 1,26, um índice de 0,92 em internações e de 0,75 em óbitos. Os três índices se enquadram na fase amarela do Plano.
Fase amarela
Na etapa amarela, as cidades poderão seguir rígidos protocolos sanitários para reabrir bares, restaurantes, salões de beleza com 40% da capacidade, academias com 30% e expediente diário de até seis horas na próxima semana.
As regiões que permanecerem por 28 dias seguidos na etapa amarela também poderão reabrir, com limitações, espaços culturais como museus, bibliotecas, cinemas, teatros e salas de espetáculos.
Plano São Paulo
Denominado Plano São Paulo, o governo estadual apresentou um plano de flexibilização progressiva que prevê cinco etapas. As regiões do estado foram classificadas em fases por cor, de acordo com os critérios definidos pela Secretaria Estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência para o Coronavírus.
Esses indicadores são avaliados junto com dados de mortes, casos e internações por Covid-19 para determinar a fase em que se encontra cada região. A cada 15 dias a região poderá se mover para fases menos restritivas. As fases poderão regredir conforme os indicadores sofram alterações.
Fase 1, vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais
Fase 2, laranja: controle, possibilidade de aberturas com restrições
Fase 3, amarela: abertura de um número maior de setores
Fase 4, verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3
Fase 5, azul: “normal controlado” – todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene
