Vale prevê ao menos US$ 2 bilhões para reduzir em 33% emissões de CO2 até 2030
Fonte: Moneytimes (13 de maio de 2020)

As emissões diretas, conforme a companhia, são provenientes de operações próprias e as indiretas, de origem externa usadas no processo produtivo, como o consumo de energia elétrica (Imagem: Reuters/Denis Balibouse)
A Vale (VALE3) prevê investir ao menos 2 bilhões de dólares para reduzir em 33% suas emissões absolutas de carbono, diretas e indiretas, até 2030, em uma iniciativa que visa fazer frente ao Acordo de Paris, afirmou à Reuters nesta terça-feira o diretor-presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeo.
As emissões diretas, conforme a companhia, são provenientes de operações próprias e as indiretas, de origem externa usadas no processo produtivo, como o consumo de energia elétrica.
O montante, que já está previsto nos investimentos da mineradora para os próximos anos, será para projetos como uso de biodiesel na área de metais básicos, eficiência energética, eletrificação de mina e ferrovia e uso de biocombustíveis na pelotização em substituição ao carvão e de energia renovável.
A iniciativa é um avanço na agenda do clima da empresa, que em dezembro, informou ter como objetivo se transformar em uma empresa com emissão líquida zero nos chamados escopos 1 e 2 em 2050.
“É uma meta bastante agressiva quando compara com outros pares… Mas, mais importante, foi que nós demos algo que ninguém deu ainda, que é o caminho para atingir essa meta com um grau de granularidade que está ali”, disse Bartolomeu, em entrevista por meio de uma plataforma eletrônica.
O ano-base usado no cálculo da meta carbono foi o de 2017, quando a Vale emitiu 14,1 milhões de toneladas de CO2 equivalente (MtCO2e). O objetivo é reduzir para 9,5 MtCO2e em 2030.
Segundo o executivo, a iniciativa da Vale ocorre como um dos resultados de um maior diálogo com a sociedade, buscado após o rompimento de barragem em Brumadinho (MG) em 2019, por meio do qual foi possível identificar um desejo de maior robustez em compromissos da empresa para a questão ambiental.
“Brumadinho nos acordou para uma necessidade de se relacionar de forma diferente com a sociedade”, frisou.