ESPO: portos europeus têm demonstrado o seu papel de infraestruturas essenciais

Fonte: Revista Cargo (06 de maio de 2020)

A disseminação do novo coronavírus e a consequente onda de pânico levaram a uma contracção geral do comércio global – uma retracção nunca antes vista nesta era de globalização. Neste contexto, os portos europeus assumiram as rédeas do fornecimento de bens, desempenhando um papel vital em tempos de disrupção e restrições: esta é a visão inequívoca da ESPO. É por isso essencial pensar no apoio aos portos no período pós-COVID-19.
 
Desde o início da crise do COVID-19, os portos da Europa vêm fazendo todos os possíveis para garantir a continuidade das suas operações e, portanto, a segurança do abastecimento. Os portos europeus activaram planos de contingência para garantir que permanecem totalmente operacionais durante esta crise. Mais do que nunca, os portos europeus têm demonstrado o seu papel de infra-estruturas essenciais e críticas, desempenhando um papel crucial no fornecimento de bens necessários, declarou a organização, ao delinear sugestões para o pós-COVID-19.
 
Para a ESPO, é crucial dar a mão aos portos durante o processo de retoma, mitigando as perdas a que estes foram devotados durante o pico da crise pandémica. Urge, portanto, idealizar uma nova estratégia de longo prazo para o setor dos Transportes. Algo que, admite a entidade, não será fácil: Embora os portos estejam prontos para abraçar uma realidade mudada, ainda não está claro por quanto tempo durará a actual perturbação da economia e da sociedade europeia, quão severos serão os impactos ou que esforços serão necessários para alcançar esse objetivo, declarou.
 
Embora muitos portos já estejam a sentir o impacto da desaceleração da economia global, o impacto real e tangível para todo o sector portuário só ficará claro a partir do segundo trimestre deste ano, vincou, em comunicado, a entidade, lembrando que a crise sanitária que o mundo enfrenta hoje corre o risco de derrubar radicalmente as realidades, suposições e estratégias atuais. A nossa economia e vida são afetadas em quase todos os seus aspectos e, embora possamos esperar uma rápida recuperação, é claro que não voltaremos aos negócios como de costume, sublinhou.