Estudo prevê que pico da Covid-19 na Baixada Santista será no início de junho
Fonte: G1 (05 de maio de 2020)

Dados da 1ª etapa do estudo realizado na Baixada Santista foram divulgados nesta segunda-feira (4) — Foto: Reprodução/Facebook
Os resultados da primeira etapa do estudo epidemiológico que identificará o nível de circulação do novo coronavírus nas cidades da Baixada Santista foram divulgados na tarde desta segunda-feira (4). Os dados iniciais apontam que o pico da Covid-19 na região deve ocorrer no início de junho. Além disso, mais de 60% da população local depende do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia.
O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), realizou uma entrevista coletiva juntamente com a coordenadoria técnica do estudo. Para explicar os dados já obtidos, participaram Rogério Santos, secretário municipal de Governo, especialista em Saúde Pública e mestre em Saúde Coletiva; e o médico Marcos Caseiro, doutor em Infectologia e mestre em Saúde Preventiva.
A pesquisa conta com quatro fases, durante as quais serão aplicados cerca de 10 mil testes rápidos que detectam o desenvolvimento de anticorpos. Os resultados servirão como base científica para que as cidades determinem novas medidas de combate ao coronavírus, além da retomada do comércio.
Nesta primeira fase, foram realizados 2.343 testes em moradores da região, sendo que 33 desses testes deram positivo para o novo coronavírus. Esses dados apontam que há um infectado para cada 69 habitantes da Baixada Santista.
Do total de testes realizados, 1,41% da população apresentou anticorpos para a doença. Dessa forma, o estudo prevê que há 23.257 habitantes com anticorpos, considerando todas as cidades da região.
Além disso, o estudo aponta que 60,32% das pessoas dependem exclusivamente do SUS na Baixada Santista, e 12,43% usam o serviço médico particular, mas utilizam o SUS também. Por isso, os prefeitos se preocupam com a pressão no sistema de saúde com o aumento de casos na região.
Sobre os resultados da pesquisa, o prefeito de Santos afirmou que a população ainda é extremamente vulnerável ao novo coronavírus. “Isso significa dizer que as medidas adotadas até o presente momento foram as acertadas. Se fosse feito diferente, estaríamos em uma situação muito mais grave em termos de número de casos e mortes”, afirmou.
Devido à região já ter 80% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa afirma ser inviável a flexibilização da quarentena neste momento, assim como a reabertura dos comércios não essenciais.
“As pessoas que não estão cumprindo o isolamento, ou não estão usando máscara, estão ajudando a adiar a abertura dos comércios e a retomada das atividades econômicas que todos nós desejamos e queremos. Então, esse é um trabalho de consciência coletiva”, diz Paulo Alexandre Barbosa.
