Coronavírus deve forçar cancelamento de escalas no Porto de Santos

Fonte: A Tribuna (11 de março de 2020)

Terminais de Santos ainda não sentiram redução nas importações, mas preveem problemas (Foto: Carlos Nogueira/AT)


O comércio global de contêineres registrou um movimento mais fraco do que o normal nos dois primeiros meses do ano. Entre os motivos, segundo o Centro Nacional da Navegação Transatlântica (Centronave), estão os impactos da paralisação de atividades por conta do coronavírus na China. Para este mês, é esperada uma escassez momentânea de caixas metálicas. No Porto de Santos, escalas de navios podem ser canceladas.
 
De acordo com a entidade que reúne 19 empresas de navegação de todo o mundo, o ano novo chinês tradicionalmente afeta o embarque e recebimento de cargas. Isto porque, durante duas semanas, as atividades são praticamente paralisadas no país.
 
Neste ano, isto aconteceu entre 25 de janeiro e 12 de fevereiro. No entanto, segundo a Organização Muncial de Saúde (OMS), o auge da epidemia do coronavírus foi declarado em 30 de janeiro, período em que as fábricas já estavam paralisadas.
 
“Devido à incerteza em relação à doença, medidas foram tomadas pelas autoridades asiáticas, o que acabou estendendo a pausa ou diminuindo a produção em alguns países. Tal diminuição do trabalho e produção resultou em um congestionamento de contêineres nos portos chineses de Xangai, Xingang, Tanjin e Ningbo”, destacou o Centronave.
 
No Porto de Santos, os terminais de contêineres ainda não sentiram grande redução nos volumes movimentados. Mas o problema tende a se agravar ainda neste mês.
 
É o que aponta o diretor Econômico-Financeiro e de Relação com Investidores do Tecon Santos, Daniel Pedreira Dorea. Segundo o executivo, o terminal, que fica na Margem Esquerda (Guarujá), ainda não sentiu impactos de paralisações em virtudes do coronavírus nos dois primeiros meses do ano.