Portos adotam medidas contra coronavírus; Santos e Paranaguá descartam casos suspeitos
Fonte: Estadão (03 de fevereiro de 2020)
SOROCABA – Além do reforço em aeroportos no controle contra o novo coronavírus, portos pelo País também estão adotando medidas extras. Os portos de Santos, em São Paulo, e Paranaguá, no Paraná, que estão entre os maiores do Brasil, já descartaram casos suspeitos em navios atracados em seus terminais.
No caso de Paranaguá, as autoridades portuárias puseram à prova o sistema de vigilância quando um chinês que havia chegado de avião em Curitiba, no último domingo, 26, dirigiu-se ao porto para embarcar em um navio. Ele se apresentou durante a troca de tripulação. Durante a avaliação de rotina, a equipe da embarcação percebeu que o tripulante apresentava variação da temperatura corporal e informou o comandante do navio, que acionou a Anvisa e a autoridade portuária.
Após os exames, a Anvisa descartou qualquer possibilidade de infecção do tripulante pelo novo coronavírus. O trabalhador não apresentava sintomas e o navio foi liberado. O navio Great Praise, com bandeira de Hong Kong, tinha saído de Marrocos com destino ao Brasil no dia 1º de janeiro e fez escalas em Istambul, na Turquia, e Kavkaz, na Rússia, mas não passou pela China. Liberada, a embarcação descarregou 33 mil toneladas de fertilizantes em Paranaguá e seguiu viagem na terça-feira, 28.
Conforme as normas da Anvisa, em caso de suspeita, o navio não recebe autorização para operar e ninguém pode desembarcar até que a agência e a vigilância epidemiológica inspecionem a embarcação e avaliem o paciente. Se a suspeita for mantida, o passageiro ou tripulante será removido para hospital de referência e o navio fica retido, com passageiros e tripulação a bordo. Havendo confirmação, será avaliado o procedimento em relação ao navio, como desinfecção e possível quarentena. Se o caso suspeito é descartado, as operações do navio são liberadas.
No mesmo domingo do caso em Paranaguá, a Anvisa foi acionada por estivadores que teriam constatado pessoas possivelmente doentes em navio de bandeira liberiana atracado no Porto de Santos, no litoral paulista. Uma equipe foi a bordo e constatou que as condições de saúde dos tripulantes eram boas e que teria sido um alarme falso. O navio, que chegou a ser retido para a inspeção, foi liberado.
A Anvisa emitiu nota informando que as especulações sobre casos suspeitos no navio KM Singapore, atracada no Porto de Santos, não se confirmaram. A nota diz que o navio não era procedente da China e fez suas últimas escalas em portos da África do Sul, Índia e Cingapura. “Não há qualquer tripulante doente, conforme atestaram a fiscalização da Anvisa, que esteve a bordo, e o próprio comandante da embarcação. O relatado uso de máscaras e luvas pelos tripulantes chineses se deve às condições de trabalho exigidas, já que se trata de um navio que transporta grãos”, afirma.
Conforme as normas da Anvisa, em caso de suspeita, o navio não recebe autorização para operar e ninguém pode desembarcar até que a agência e a vigilância epidemiológica inspecionem a embarcação e avaliem o paciente. Se a suspeita for mantida, o passageiro ou tripulante será removido para hospital de referência e o navio fica retido, com passageiros e tripulação a bordo. Havendo confirmação, será avaliado o procedimento em relação ao navio, como desinfecção e possível quarentena. Se o caso suspeito é descartado, as operações do navio são liberadas.
No mesmo domingo do caso em Paranaguá, a Anvisa foi acionada por estivadores que teriam constatado pessoas possivelmente doentes em navio de bandeira liberiana atracado no Porto de Santos, no litoral paulista. Uma equipe foi a bordo e constatou que as condições de saúde dos tripulantes eram boas e que teria sido um alarme falso. O navio, que chegou a ser retido para a inspeção, foi liberado.
A Anvisa emitiu nota informando que as especulações sobre casos suspeitos no navio KM Singapore, atracada no Porto de Santos, não se confirmaram. A nota diz que o navio não era procedente da China e fez suas últimas escalas em portos da África do Sul, Índia e Cingapura. “Não há qualquer tripulante doente, conforme atestaram a fiscalização da Anvisa, que esteve a bordo, e o próprio comandante da embarcação. O relatado uso de máscaras e luvas pelos tripulantes chineses se deve às condições de trabalho exigidas, já que se trata de um navio que transporta grãos”, afirma.
