Sexta-feira 'senegalesa' em Santos exige cuidados com a hidratação
Fonte: A Tribuna (31 de janeiro de 2020)
A onda de calor que deve atingir a Baixada Santista nos próximos dias exige atenção redobrada com relação à desidratação, caracterizada pela baixa concentração de água e sais minerais no corpo. Segundo especialistas, os cuidados devem ser maior entre crianças e idosos.
Quatro em cada 10 internações por desidratação nas unidades de saúde paulista são de pacientes com mais de 60 anos, e 25% de crianças menores de 5 anos. Meteorologistas apostam em uma sensação térmica de 47ºC na próxima sexta-feira (31).
Conforme dados do DataSus – o sistema centralizado de informações do Ministério da Saúde –, apenas o primeiro trimestre do ano concentra mais de 30% das internações por este motivo na rede pública de saúde paulista. Segundo o geriatra do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), Eduardo Cruz, algumas características fazem das pessoas com mais de 60 anos, o público mais vulnerável à desidratação.
“O idoso naturalmente possui menos água no organismo e também tem menos sede do que pessoas de outras idades. Porém, ele apresenta a mesma necessidade de ingestão de líquidos, às vezes até maior”. O especialista acrescenta que o envelhecimento faz com que o organismo naturalmente passe a ter mais dificuldades para absorver líquido.
Já os mais novos podem ser afetados por situações como doenças que provocam diarreia e vômitos. “Nestas condições, o risco de desidratação aumenta porque ocorre uma grande perda de líquido”, diz o gastroenterologista pediátrico Leonardo Camargo.
Sintomas
Os especialistas explicam que os sintomas da desidratação são sede exagerada, olhos fundos, boca e pele secas, ausência de lágrimas e diminuição do suor. Nos bebês, os sinais são a moleira afundada e irritabilidade, além da diminuição da urina.
Dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e aumento da frequência cardíaca também podem estar associados a episódios de desidratação. Em casos mais extremos, podem aparecer sinais de diminuição da pressão arterial, convulsões e choque.
A orientação é oferecer líquidos várias vezes ao dia às crianças. Os adultos devem ficar atentos à exposição solar prolongada no verão em horários inapropriados (entre 9h e 16h), outro fator de risco.
