No Brasil, a equipe de açúcar da COFCO permite que a natureza faça mais trabalho

Fonte: COFCO (17 de outubro de 2019)

Em 2018, as quatro usinas da COFCO no Brasil trituraram 16 milhões de toneladas de cana para produzir açúcar, etanol e energia. Com uma produção de mais de um milhão de toneladas de açúcar, a COFCO é um dos cinco maiores produtores de açúcar e etanol do Brasil, o maior produtor mundial de ambos.


Nos campos ondulantes do estado de São Paulo, uma revolução silenciosa começou. Desenvolvendo novos métodos para aumentar a produtividade, a equipe de açúcar da COFCO está mudando de agroquímicos para soluções mais biológicas. Os fertilizantes sintéticos são trocados pelos resíduos orgânicos das usinas de açúcar próximas, enquanto os predadores naturais substituem os pesticidas.
 
Pragas como a broca da cana-de-açúcar podem ser pequenas, mas causam grandes danos à cana. Até os pequenos nematóides – invisíveis a olho nu – têm dentes afiados, que mordem as raízes da cana-de-açúcar. Eles danificam a capacidade da cana de extrair nutrientes e água do solo.
 
A resposta tradicional tem sido matar as pragas com inseticidas e outros produtos químicos. Porém, desde 2015, a equipe de açúcar da COFCO no Brasil pesquisa e aplica métodos alternativos para manter essas criaturas sob controle.

“A diferença aqui é a nossa visão para o futuro”, diz Patricia Fontoura, cuja equipe pesquisa e aplica as técnicas novas e inovadoras. “Acreditamos em um melhor equilíbrio entre produção e meio ambiente.”

 

Patrulha de vespas
Desde 2015, a equipe de Patricia pesquisa novas formas menos agressivas de aumentar a produção. Em vez de pulverizar os campos com produtos químicos, por exemplo, a equipe de açúcar agora coloca fungos e bactérias no solo ao plantar cana. Cada fungo age de uma maneira diferente. Alguns contaminam a população de insetos, impedindo a reprodução. Outros matam as pragas quando seus esporos germinam e penetram na pele dos insetos, desenvolvendo-se dentro do corpo.
 

A equipe de Patricia Fontoura vem pesquisando novas formas, menos agressivas, de aumentar a produção desde 2015.


As vespas também são usadas no controle de pragas: “Eles cheiram as lagartas, depois as caçam, matam e comem”, diz Patricia. “As vespas são um predador natural.”
 
Após quatro anos de inovação, a produção de açúcar aumentou em média 30% por hectare, enquanto o uso de nematicidas, inseticidas e fungicidas caiu entre 30 e 100%.
 
“Nossas técnicas não são fáceis de usar e exigem habilidades e conhecimentos especializados”, diz Patricia, cujo título formal é Gerente de Planejamento e Desenvolvimento Agrícola. “Mas estamos orgulhosos dos resultados.”
 

“Utilizamos 100% de nossos subprodutos da indústria, incluindo o bolo do filtro e as cinzas das caldeiras”, diz Patricia.

 

A equipe de Patricia também substituiu os fertilizantes sintéticos pelos resíduos e subprodutos de suas usinas de açúcar.


Fertilizantes orgânicos
Além de reduzir custos, essa abordagem biológica também protege o meio ambiente local. O plantio direto e a cobertura morta natural durante a estação chuvosa ajudam a saúde do solo, assim como o consórcio com plantas fixadoras de nitrogênio, como a soja. Os ecossistemas são saudáveis o suficiente para que a COFCO agora ajude na produção local de mel, inclusive por meio de treinamento e transferência de tecnologia.
 
 
“Os produtores locais de mel aumentaram sua produção em até 50%”, diz ela. “E outros insetos reapareceram.”
 
Olhando para o futuro, a COFCO está buscando outras maneiras de reduzir o uso de produtos químicos e produzir cana de açúcar mais saudável.
 
A equipe de Patricia está investindo tempo e esforço significativos em pesquisas sobre fertilizantes orgânicos, nematóides benéficos e no uso de bactérias e fungos. A melhor solução pode ser para a cana se proteger.
 
“Um dia, vamos descobrir como usar as defesas naturais da cana”, diz Patricia. “A bengala se defenderá.”