Cargill investe em biomassa para produção de energia sustentável
Fonte: Globo Rural (19 de março de 2024)
Ação faz parte do compromisso da empresa de reduzir emissão de gases do efeito estufa
Em uma iniciativa que reflete seu compromisso com a sustentabilidade, a Cargill está investindo em biomassa como matriz para a produção de energia térmica (vapor) e de energia elétrica (cogeração) para consumo em suas operações para processamento de soja. O objetivo da companhia, referência global no setor de alimentos, é reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 30% por tonelada de produto até 2030 no escopo 3 e 10% de redução em valor absoluto, até 2025 escopo 1 e 2, alinhando-se às necessidades ambientais e às demandas por operações mais verdes em todo o mundo.
O cavaco de eucalipto é a fonte de biomassa mais utilizada nas plantas de processamento de soja da Cargill no Brasil. A escolha pelo eucalipto, além de seu alto poder calorífico, baseia-se na sua capacidade de ter uma floresta renovável a cada seis anos, período em que ocorre o processo de captura de carbono, antes da conversão em fonte energética.
Com áreas produtivas regularizadas, as florestas de eucalipto ficam a um raio de até 130km das plantas da companhia e empregam práticas de sustentabilidade e de segurança. Desta forma, é possível garantir que 100% da matéria-prima utilizada nas operações da Cargill seja proveniente de áreas de reflorestamento, com um rígido controle sobre a governança ambiental da madeira utilizada como biomassa.
Atualmente, a partir da biomassa, as fábricas da Cargill no Brasil já geram quase o total de vapor consumido anualmente para o processamento de soja, e algumas fábricas também utilizam a cogeração para produzir parte da energia elétrica que consomem.
De acordo com Bruno Haipek, líder da área de Recursos Florestais e Biomassa da Cargill para América do Sul, a iniciativa vai ao encontro do compromisso da empresa de construir um sistema alimentar mundial sustentável e resiliente. “Trabalhamos lado a lado com produtores rurais para ajudá-los a produzir de forma mais sustentável a fim de alimentar adequadamente uma crescente população global. Nossos esforços também abrangem os outros passos na jornada do campo até a mesa, incluindo o processamento e o transporte de alimentos e outros bens essenciais com menor pegada de carbono”, afirma.
A biomassa
Biomassa refere-se a toda matéria orgânica, de origem vegetal ou animal, que pode ser utilizada para a produção de energia. Essa fonte renovável de energia inclui materiais como bagaço de cana-de-açúcar, casca de arroz, de girassol e de cacau, sabugo de milho e haste de café – sendo que o eucalipto destaca-se por sua eficiência energética. Segundo o Ministério de Minas e Energia, hoje, a biomassa já é a segunda maior fonte de energia no Brasil.
Haipek ressalta que a adoção de fontes alternativas de geração de energia que sejam ambientalmente corretas é uma alternativa necessária para complementar o abastecimento energético do setor. “Quando se fala em sustentabilidade para produção de energia, os sistemas mais lembrados são a energia solar, a eólica e a marítima. Contudo, a adoção da biomassa vem crescendo consideravelmente por sua capacidade de aplicação em larga escala”, comenta.
As vantagens ambientais da biomassa, particularmente o impacto que possui sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa, têm levado muitas organizações a incentivarem o uso em suas operações no Brasil e no mundo nas últimas décadas. O investimento da Cargill é um exemplo claro de como as empresas podem contribuir para a descarbonização de suas operações e da cadeia de produção de alimentos. Com essa iniciativa, a companhia não apenas reforça seu papel como referência no setor de alimentos, mas também como uma força importante na promoção de um futuro alimentar mais sustentável.