Brasil exportou mais frutas de janeiro a novembro de 2023

Fonte: Globo Rural (22 de dezembro de 2023)

Faturamento foi de R$ 1,19 bilhão, 27,73% a mais do que no mesmo período do ano passado – Imagem de Freepik

O Brasil exportou 998,77 mil toneladas de frutas de janeiro a novembro de 2023, 10,99% a mais que no mesmo período no ano passado. O faturamento aumentou 27,73%, chegando a US$ 1,19 bilhão. A informação está no Boletim Prohort, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta semana.

Manga, limão, melão, uva e melancia foram as principais frutas embarcadas no período. Os principais Estados exportadores foram Rio Grande do Norte (24% do total), Pernambuco (19%), Bahia (18%), São Paulo (14%) e Ceará (11%).

A Conab atribui o resultado a diversos fatores. Um deles, o clima mais propício, que contribuiu para o aumento da produtividade. Outro, investimentos maiores em algumas culturas. Pesaram também a menor concorrência externa e problemas climáticos em outros países produtores.

Aumentos
As vendas externas de maçã aumentaram 2,63% de janeiro a novembro de 2023, totalizando 35,95 mil toneladas. A receita dos exportadores subiu 24,98% no período e somaram US$ 30,55 milhões. A previsão da Conab é de que os embarques terminem o ano na casa de 36 mil toneladas.

“Além de os estoques terem sido menores por causa do atraso da colheita no início do ano, grandes consumidores de maçãs miúdas registraram problemas para adquirirem o produto ou estiveram bem abastecidos, como foi o caso da Índia”, diz o Prohort.

Outra fruta que o Brasil exportou mais foi a laranja. Foram 2,52 mil toneladas, alta de 681% na comparação de janeiro a novembro de 2023 com o mesmo período em 2022. As exportações de suco de laranja aumentaram 7%, para 2,37 milhões de toneladas.

Problemas de safra e maior demanda por frutas em outros países produtores foram determinantes para o aumento, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Europa e Estados Unidos são os principais destinos do produto brasileiro.

“Números foram realizados em um contexto de problemas externos de secas, reduções nas colheitas e maior demanda por frutas in natura em outras regiões produtoras, como México, Espanha e, principalmente, EUA”, informa o Prohort.

Quedas
Algumas frutas tiveram queda nas exportações. Os embarques de banana caíram 30,1% no acumulado de janeiro a novembro, totalizando 54,61 mil toneladas. A receita dos exportadores caiu 29,5%, para US$ 24,3 milhões.

A menor produção de banana nanica foi um dos fatores que influenciaram o resultado. Os investimentos na cultura diminuíram e o Estado de Santa Catarina, maior exportador nacional da fruta sofreu os impactos de tempestades em regiões de produção.

A Conab destaca ainda que houve redução de volumes embarcados para o Mercosul, especialmente a Argentina, que passa por uma severa crise econômica e tem atrasado pagamentos aos bananicultores.

A exportações de mamão também caíram nos onze primeiros meses do ano. O volume foi de 34,42 mil toneladas, 6,47% a menos que no mesmo período em 2022. A receita dos exportadores, no entanto, aumentou 6,7%, totalizando US$ 48,69 milhões.

“A receita aumentou porque a oferta global para o continente europeu, principal comprador do mamão brasileiro, continuou baixa. A redução no quantitativo enviado ao exterior tem a ver com a menor área para a produção”, informa a Conab.

Chuva em algumas regiões onde se produz mamão para o mercado externo tiveram impacto negativo no primeiro semestre. Já na segunda metade do ano, o problema foi o tempo mais seco.

A expectativa para os próximos meses é de aumento nos volumes embarcados de mamão, porque a tendência é de elevação da oferta.