CNA promove seminário sobre exportação de mel

Fonte: Agromais (20 de outubro de 2023)

Objetivo do evento é ajudar empreendedores rurais brasileiros a impulsionarem suas exportações de mel e derivados

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, nesta quarta-feira (18), um seminário online para ajudar empreendedores rurais brasileiros a impulsionarem suas exportações de mel e derivados.

Na abertura do evento, que contou com a participação de mais de 80 pessoas, o consultor do Agro.BR na Bahia, Roberto Vianna, afirmou que o conteúdo do seminário foi pensado diante das demandas da apicultura no país.

“Ao longo dos anos, a produção de mel e derivados cresceu e o consumo permaneceu o mesmo, então percebemos que o comércio internacional é uma saída para os produtores”, disse.

A primeira palestra foi conduzida pelo apicultor Marcelo Farias, da startup Digital SCI, sobre oportunidades de exportação e certificação. Ele iniciou sua apresentação destacando que, no início, a apicultura brasileira era restrita às regiões mais frias, mas com a mistura de raças, o animal se tornou mais adaptável ao clima quente.

Marcelo pontuou os benefícios do trabalho de polinização das abelhas na agricultura. Segundo ele, aumenta o vigor das sementes e a produtividade, torna as sementes mais pesadas, as frutas ficam mais bonitas e maiores e os alimentos mais nutritivos. “A polinização natural é extremamente importante e devemos valorizá-la no país, pois o custo da polinização manual é muito alto”, aponta.

O apicultor informou que o fluxo virtual de polinização demonstra como o mercado global – em particular os países mais desenvolvidos – está demandando excessivamente os serviços de polinização dos países em desenvolvimento. “No caso do Brasil, os serviços são fortemente destinados para Europa e Estados Unidos, principalmente devido ao mercado de café, soja e algumas frutas, afirma”.

Em relação à certificação, Marcelo afirmou que esse processo começa na produção e deve ser controlado até o produto final entregue ao consumidor. “Hoje, a rastreabilidade está sendo exigida em toda cadeia produtiva, até os consumidores estão buscando essa ferramenta nos produtos”, declara.

Farias falou ainda sobre a solicitação da avaliação da conformidade de produtos e processos em relação à segurança de alimentos e qualidade alimentar e citou a norma IFS Food (International Featured Standards).

Em seguida, Maurício Manfré, do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx), explicou que os empresários rurais que têm interesse em exportar precisam encontrar um cliente comerciante. “Se eu quero vender o meu produto para um consumidor, preciso encontrar uma empresa comercial exportadora”, disse.

De acordo com Maurício, o papel das comerciais exportadoras é a distribuição internacional e representação comercial, ou seja, elas recebem mercadorias do produtor com o fim específico de exportação.

“A vantagem de trabalhar com comercial exportadora é que elas aceleram a exportação indireta e direta; têm habilidade comercial e operacional internacional; têm experiência internacional e têm carteira de clientes no exterior”, afirma.

Para o conselheiro, a parceria entre indústria e comercial exportador permite que o sucesso nas exportações seja alcançado quando cada uma se dedica ao que faz de melhor. “A função dos produtores é produzir com qualidade, quantidade e segurança e a dos comerciantes é vender”, aponta.