Embaixador da Palestina no Brasil diz que exportações brasileiras não devem ser afetadas
Fonte: Agromais (10 de outubro de 2023)
Crise no Oriente Médio começou neste fim de semana após os ataques do grupo Hamas, que atua na Faixa de Gaza, ao território de Israel
O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, informou ao AgroMais, que as exportações brasileiras ao país “não devem ser afetadas a não ser que o conflito se expanda na região”. De acordo com ele, neste caso, “toda vida perde a normalidade.”
A crise no Oriente Médio começou neste fim de semana após os ataques do grupo Hamas, que atua na Faixa de Gaza, ao território de Israel. Na Palestina, mais de 500 pessoas foram mortas e outros 2.300 ficaram feridos.
Em nota, a Embaixada da Palestina afirma que em Gaza não entram mais alimentos ou medicamentos e que Israel cortou o fornecimento de energia e água.
“Lamentamos a decisão da União Europeia, embora não compartilhada por todos os estados membros, de bloquear a ajuda humanitária aos palestinos, uma decisão que afeta ainda mais a população civil, que já se encontra em uma situação de extrema pobreza devido ao bloqueio que já dura quase 20 anos”, diz a nota.
Do outro lado, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, informou em coletiva de imprensa que há mais de 700 israelenses mortos desde o início do ataque do Hammas sobre o país. Além disso, a porta-voz da Força de Defesa de Israel confirmou que há mais de mil israelenses feridos.
Autoridades israelenses citaram que o país está usando a capacidade máxima do exército. Cohen não comentou se haverá alguma invasão de Gaza, mas confirmou que haverá retaliação e será feito o necessário para garantir a segurança de Israel.
O Governo Israelense negou qualquer negociação por parte do Estado neste momento, mesmo em relação ao resgate de reféns levados à Faixa de Gaza. Ainda sem confirmação oficial, o governo alegou que os ataques na região norte de Israel foram da responsabilidade do Hezbollah, grupo extremista xiita de origem libanesa.
Se confirmado, Israel garantiu que haverá retaliação tanto ao Hezbollah quanto ao Estado do Líbano. O Ministro Cohen destacou que os aliados do Hammas deveriam financiar a construção de escolas, hospitais e outras infra-estruturas, ao contrário das armas que estão patrocinando. E disseram que a decisão da União Europeia em suspender o financiamento ao Estado Palestino é bem-vinda.
Não foram mencionadas as negociações entre a Arábia Saudita e Israel. Segundo os sauditas, a tratativa de restaurar as relações diplomáticas entre os dois países incluía apoio ao programa nuclear saudita, o que isolaria o Irã, apoiador histórico do Hammas.