Por que soja é considerada uma commodity?

Fonte: Globo Rural (29 de novembro de 2023)

Brasil é o líder global das exportações do grão, um dos itens mais importantes na produção de ração animal

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soja, cultura que ocupa a maior área de plantio no Brasil, é uma das principais commodities agrícolas do mundo, tanto em volume de produção quanto em receita de comercialização no mercado internacional. Mas, afinal, o que faz da oleaginosa uma commodity?

A tradução literal de commodity — palavra originária do inglês, já incorporada à língua portuguesa — é mercadoria. Mas, mesmo na língua de origem, o significado desse termo é hoje um pouco mais amplo.

Divididas em quatro grupos, minerais, pecuárias, ambientais e agrícolas, as commodities são mercadorias primárias, ou seja, matérias-primas usadas na fabricação de bens industriais, que, além de produzidas em larga escala, são negociadas em mercados internacionais.

Neste sentido, a soja é uma commodity por servir de base para alimentos, por exemplo, leite, óleos e carne de soja, ração animal e outros produtos, como sabão e biodiesel.

Vale lembrar que ainda que o Brasil seja o maior exportador do grão, os preços nas bolsas de valores seguem a referência da Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos.

A importância da soja para o agro brasileiro
O marco da chegada do grão ao Brasil foi o ano de 1901. Esse foi o momento em que ocorreram as primeiras entregas a agricultores paulistas de sementes produzidas na Estação Agropecuária de Campinas.

Foi apenas na década de 70, entretanto, que a soja mudou de patamar no agronegócio brasileiro. Com a expansão da indústria de óleos, e o consequente aumento da demanda internacional pelo grão, a produção nacional passou, em 10 anos, de 1,5 milhão para 15 milhões de toneladas.

A expansão ocorreu com o aumento da área de plantio, especialmente no Cerrado do país, resultado direto das pesquisas da Embrapa sobre o cultivo da oleaginosa em clima tropical.

Atualmente, o Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo. Na safra 2022/23, o país colheu 156 milhões de toneladas do grão, valor correspondente a 42% de toda a produção mundial da oleaginosa. O Estado de Mato Grosso é o maior produtor nacional, com destaque para a cidade de Sorriso.