Porto de Rio Grande no sul planeja aumentar embarques de exportação do Uruguai e Paraguai
Fonte: O Petróleo (21 de julho de 2022)
O Porto de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, terá dragagem contínua de seu canal de acesso. A decisão segue uma forte demanda de longa data das operadoras e o fato de que o principal terminal portuário marítimo do estado do Rio Grande do Sul também tem ligações estreitas com os outros três países membros do Mercosul, Paraguai, Argentina e Uruguai.
O Rio Grande do Sul não é apenas um estado agrícola em expansão, mas tem fronteiras terrestres com membros do Mercosul que estão cada vez mais recorrendo ao terminal de Rio Grande para exportar sua produção.
“A dragagem contínua permitirá que navios de maior porte circulem permanentemente dentro e fora do porto, aumentando a movimentação de cargas e, consequentemente, elevando a demanda por nossos serviços”, destacou Sandro Araújo, representante da Sdaersgs (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado do Rio Grande do Sul).
O encontro contou com a presença de dezenas de líderes do setor, incluindo os diretores da Portos RS, que administra outros portos do estado gaúcho, Porto Alegre, e Pelotas, que sediou o encontro.
De acordo com Araújo, até agora a dragagem era feita de forma esporádica, sempre exigindo autorização específica para sua execução, o que ocasionou redução do calado do porto durante a maior parte do ano. A autorização final para a dragagem contínua foi aprovada pelo Conselho de Autoridade Portuária do Rio Grande, CAP.
“Com esses serviços sendo executados continuamente, o calado será sempre adequado para navios maiores que transportam mais produtos. O custo será arcado pela Portos RS, que administra o Porto do Rio Grande”, disse o despachante aduaneiro. Ele também comentou que terminais privados da região, como o Tecon, anunciaram que usarão a draga de Rio Grande para manter a profundidade de seus canais de acesso.
O representante da Sdaergs também destacou a possibilidade de aumentar o transporte de cargas do Uruguai pela hidrovia que liga as lagoas de Patos e Merin ao Porto de Rio Grande, bem como do Paraguai, sem litoral, que tem bons contatos terrestres com a costa.
“Este é mais um sonho de vida da comunidade de comércio exterior, que poderia aumentar significativamente a movimentação de cargas em Rio Grande, já que as embarcações não seriam obrigadas a viajar para Montevidéu (fim da linha), aumentando assim a quantidade de trabalho disponível para nossos despachantes aduaneiros”, disse Araújo, que, no entanto, alertou que a “implementação de tal projeto ainda pode demorar muito para acontecer”.
A 45ª reunião do Conselho de Autoridade Portuária foi aberta com a posse dos novos membros do Conselho e com a apresentação dos resultados preliminares da movimentação de cargas no Porto de Rio Grande no primeiro semestre de 2022.
O delegado do Sdaergs destacou que a dragagem deve começar este ano e já está em fase de liberação ambiental. Ele disse que durante esse período, os operadores de terminais devem aproveitar a oportunidade para avançar suas iniciativas e planos, enquanto a draga da Alemanha chega.
