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Shell produzirá hidrogênio verde no Porto do Açu


Fonte: Valor Econômico (23 de maio de 2022 )

A Shell assinou um memorando de entendimento com a Prumo Logística para desenvolver um projeto de produção de hidrogênio verde no Porto do Açu, em São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro. A parceria foi anunciada durante o evento Mercado Global de Carbono, no Rio, na tarde de ontem.

 

O hidrogênio verde é visto como um dos combustíveis que vai ajudar a reduzir as emissões de carbono no setor de energia nos próximos anos. O objetivo da Shell será usar a planta piloto no norte fluminense como um laboratório de pesquisa.

 

A previsão é que a unidade fique pronta em 2025, inicialmente com 10 megawatts (MW) de capacidade. Uma eventual expansão, no entanto, pode ampliar a capacidade para 100 MW, segundo o vice-presidente de relações corporativas da Shell, Flávio Rodrigues. “Esperamos que, numa escala menor, possamos entender os desafios da produção de hidrogênio no Brasil”, disse.

 

O hidrogênio é produzido por um processo conhecido como eletrólise, que consome eletricidade. No caso do hidrogênio verde, a energia usada vem de fontes renováveis. A energia elétrica para o desenvolvimento do projeto da Shell virá da própria rede de energia, por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

 

Parte do hidrogênio gerado no projeto será destinado à armazenagem, com possibilidade de envio a potenciais consumidores depois. Outra parte do volume será destinado a uma unidade de amônia renovável.

 

O diretor de novos negócios e renováveis da Prumo, Mauro Andrade, explica que a amônia é vista como umas das modalidades que pode ser usada para transportar o hidrogênio no futuro.

 

Nesse sentido, segundo Andrade, a infraestrutura portuária será importante para viabilizar iniciativas nesse segmento.

 

“Os grandes projetos de hidrogênio que estão sendo anunciados no mundo estão localizados em portos. Parte da comunidade que estuda o tema acredita que a melhor maneira de transportá-lo pelo mundo será por meio da amônia, que, acredita-se, pode se tornar uma commodity global relevante na próxima década”, diz.

 

Andrade lembra, ainda, que existe a possibilidade de que as próprias indústrias instaladas no Porto do Açu se tornem potenciais clientes futuras do hidrogênio que será produzido pela Shell no local.

 

“Temos infraestrutura e um conjunto de empresas instaladas que nos permite pensar em sinergias futuras e, eventualmente, no consumo do hidrogênio para os empreendimentos dentro do próprio porto”, diz.

 

Esse será o primeiro projeto de hidrogênio da Shell no Brasil. A companhia já tem projetos desse tipo na Alemanha, Países Baixos e China. Os investimentos para a iniciativa brasileira terão origem nos recursos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da empresa. A companhia definiu que 30% do valor investido em P&D no mundo vai para projetos de baixa emissão de carbono.

 

Atualmente, as petroleiras que têm concessões de exploração e produção de óleo e gás no Brasil precisam investir 1% da receita bruta da produção dos campos que operam em P&D. Com o aumento dos preços do barril de petróleo, a Shell estima que os investimentos que fará em pesquisa em desenvolvimento este ano no Brasil vão chegar a R$ 600 milhões.

 

“A área de pesquisa e desenvolvimento tem um papel fundamental na geração dos recursos necessários para a descarbonização”, afirma o vice-presidente de relações corporativas da petroleira.


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