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Lucro líquido da Eldorado Brasil cresce mais de 72 vezes no 1º tri, a R$ 1,06 bi


Fonte: Valor Econômico (13 de maio de 2022 )
— Foto: divulgação / Valor Econômico

 

A Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto que tem como sócias a J&F Investimentos, dona da JBS, e a Paper Excellence (PE), encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,06 bilhão, mais de 72 vezes acima do ganho de R$ 14,6 milhões registrado um ano antes. A evolução na última linha do balanço foi motivada pelo forte desempenho operacional e ganhos com variação cambial de R$ 694 milhões na marcação a mercado da dívida em moeda estrangeira.

 

De janeiro a março, a companhia, que tem fábrica em Três Lagoas (MS), registrou receita líquida de R$ 1,4 bilhão, com crescimento de 10,6% na comparação anual suportado pelo aumento dos preços da celulose. No período, que é sazonalmente mais fraco para o setor, a produção da Eldorado caiu 2,5%, para 428 mil toneladas da fibra, e as vendas recuaram 3,8%, a 426 mil toneladas. Frente ao quarto trimestre, o volume comercializado caiu mais, 8,8%, na esteira também do congestionamento nos portos da Europa e da China.

 

Com a realização de preços que mais do que compensando a valorização do real frente ao dólar, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia alcançou R$ 840 milhões, 20,3% superior ao registrado um ano antes.

 

No intervalo, o preço médio da celulose vendida pela Eldorado ficou em US$ 678 por tonelada, alta de 7% frente ao quarto trimestre e de 36% na comparação anual. De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores Fernando Storchi, a maior exposição da companhia aos segmentos de tissue, embalagens e papéis especiais, que respondem por cerca de 80% do mix de vendas, contribui para a realização de preços acima da média do mercado.
“É um mix muito focado em mercados essenciais. A menor parcela vai para papel de imprimir e escrever, que vem apresentando um declínio estrutural”, disse ao Valor.

 

No trimestre, a margem Ebitda da Eldorado alcançou 58,2%, contra 53,4% um ano antes e 49,9% no quarto trimestre, suportada também pela alta moderada do custo caixa de produção — no início do ano, todos os produtores registraram aumento importante nessa conta, na esteira dos produtos químicos e energéticos mais caros.

 

Na companhia, o custo caixa ficou em R$ 803 por tonelada, com queda de 4,4% ante os três últimos meses de 2021 e aumento de 8,1% na comparação anual. Segundo Storchi, o maior mix de madeira própria garantiu a competitividade da operação.

 

Na logística, explicou o executivo, a Eldorado segue com distribuição diversificada e, embora utilize mais contêineres do que outros produtores, não sentiu integralmente o forte aumento dos preços internacionais por não estar exposta ao mercado spot. “Houve aumento de custos, mas como temos contrato, a volatilidade não é tão elevada”, afirmou.

 

Ao fim de março, a alavancagem financeira da empresa em reais estava em 1,2 vez, a mais baixa da história. Em dólares, o índice caiu de 1,43 vez para 1,35 vez.


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