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Jordanianos querem joint venture de fosfatos com o Brasil


Fonte: ANBA (9 de maio de 2022 )
Fertilizantes foram tema da reunião – Foto: Jordan News Agency (Petra)

 

São Paulo – A empresa jordaniana Jordan Phosphate Mines Company (JPMC) quer fazer uma joint venture com investidores brasileiros para produzir fertilizantes, tendo como foco o abastecimento do mercado do Brasil. O plano foi apresentado neste domingo (08) pelo presidente do conselho de diretores da companhia, Mohammad Thneibat, ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) brasileiro, Marcos Montes, em reunião em Amã, na Jordânia.

 

O ministro está no país árabe com delegação ligada ao agronegócio para discutir o fornecimento de fertilizantes ao Brasil. O governo federal leva adiante o Plano Nacional de Fertilizantes, por meio do qual busca alternativas ao abastecimento do setor. O Brasil importa quase todo o fertilizante que consome, e a guerra com a Rússia, importante fornecedora na área, vem causando incertezas no mercado.

 

A visita na JPMC fez parte da agenda da missão na Jordânia – o grupo passará ainda por Egito e Marrocos. Após receber os brasileiros na sede da companhia, Thneibat afirmou à reportagem da ANBA que a Jordan Phosphate Mines Company exporta ao Brasil rocha fosfática, mas em quantidade muito pequena, e que tem condições de vender muito mais ao País.

 

Thneibat se disse pronto a ter uma boa participação em uma planta de fertilizantes com os brasileiros. A fábrica poderia ser tanto na Jordânia quanto no Brasil. O executivo afirmou que a empresa está disposta a discutir todas as possibilidades e que aguarda uma visita técnica brasileira ainda neste ano para conhecer de perto a produção jordaniana de fosfatos.

 

Segundo o ministro Marcos Montes, esse projeto seria para atender o mercado brasileiro. “Eles têm um potencial muito grande, mas querem fazer um joint venture com uma empresa, ou fazer um fábrica aqui ou fazer uma fábrica lá (no Brasil) em parceria com eles”, disse o ministro à ANBA.

 

No Brasil, não é o governo quem compra fertilizantes ou realiza parcerias desse tipo, mas o Ministério da Agricultura vem trabalhando pela aproximação entre os diferentes entes do segmento para garantir que não falte fertilizantes à produção agrícola nacional, essencial no abastecimento mundial de alimentos. Nas reuniões na Jordânia, o ministro Montes tem chamado os interlocutores árabes para serem parceiros do Brasil na segurança alimentar, fornecendo os fertilizantes que o País precisa para produzir.

 

A delegação que está com o ministro – que cumpre agenda acompanhado do embaixador do Brasil na Jordânia, Ruy Amaral – é formada por representantes do setor privado, de associações setoriais e de órgãos governamentais, tais como a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as empresa BRF e JBS, a certificadora Cdial Halal, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), a Copacol e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre outros.

 

CNA: novos modelos

Um dos nortes do Plano Nacional de Fertilizantes é aumentar a produção nacional de adubos. O diretor técnico adjunto da CNA, Reginaldo Minaré, acompanha a missão e afirma que mesmo o País produzindo mais, a importação é essencial. “Nos próximos 30 anos, num bom cenário, talvez consigamos reduzir pela metade a nossa dependência (de adubos importados), que hoje é próxima a 90%, então precisaremos ainda de muita importação de fertilizantes, e a Jordânia tem potencial para ser um bom fornecedor”, afirmou à ANBA.

 

Como representante dos produtores agrícolas brasileiros, a CNA está na missão focada no assunto central, que são os adubos. Minaré informa que o objetivo também é encontrar mais modelos de negócios, para que os agricultores consigam importar os fertilizantes de forma direta. As informações obtidas na viagem devem ser repassadas ao setor produtivo e às federações de agricultura e a pecuária que integram a CNA.

 

Após a reunião na sede da JPMC, a delegação brasileira foi recebida pelos executivos e lideranças da empresa para um almoço, do qual participaram também outros representantes do setor de fertilizantes da Jordânia, como da Arab Potash, indústria de potássio visitada pela missão no sábado (07).

 

A delegação brasileira também foi recebida neste domingo na empresa Manaseer Group, que tem entre as suas frentes de atuação o setor de fertilizantes e químicos. O ministro brasileiro convidou os representantes da companhia a irem ao Brasil apresentar suas tecnologias aos produtores locais.


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