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Suzano prevê produção maior de celulose


Fonte: Valor Econômico (6 de maio de 2022 )

A Suzano vai elevar a produção da celulose nos próximos trimestres, compensando os volumes abaixo do esperado entre janeiro e março. Ao mesmo tempo, o custo caixa de produção da fibra, que saltou até 54% no período, deve ficar estável, apesar da recente elevação do preço do gás natural e do cenário incerto para as commodities. “Há espaço para recuperar e entregar os volumes que o mercado espera”, disse o diretor de operação de celulose, Aires Galhardo.

 

No trimestre, a empresa vendeu 2,69 milhões de toneladas da matéria-prima, com queda de 13% ante o quarto trimestre, na esteira da realização de paradas anuais para manutenção em grandes fábricas e dos estoques ainda limitados.

 

Maior produtora de celulose de mercado no mundo, a Suzano também tem o menor custo caixa de produção. A perspectiva de estabilidade nessa conta, segundo o executivo, é suportada pelo maior volume que será produzido em fábricas que têm melhor desempenho, maior disponibilidade de energia para venda e maior diluição de custos fixos. Gastos com manutenção também tendem a ser menores nos próximos trimestres, acrescentou. “Pode até haver redução, mas preferimos adotar uma postura mais conservadora”.

 

Do lado da demanda, diretor de comercial celulose e Gente e Gestão da Suzano, Leonardo Grimaldi, disse que pedidos seguem entrando no limite superior dos volumes contratados por clientes. O primeiro trimestre foi marcado por maior aperto entre oferta e demanda global e essa relação pode estar ainda mais justa no segundo trimestre. “Isso favoreceu uma série de aumentos de preço [que persistem]”, disse.

 

Segundo Grimaldi, os preços realizados nos primeiros meses do ano ainda não refletiram a totalidade dos reajustes aplicados, que já está expressa nos valores praticados neste trimestre. NO ano, até março, o preço médio líquido da celulose vendida no exterior alcançou US$ 639 a tonelada, alta de 20% na base anual.

 

Sobre o reajuste de US$ 30 a tonelada anunciado nesta semana para a China, com aplicação imediata, ele disse que a decisão havia sido tomada há algum tempo, mas a Suzano aguardou o fim do feriado prolongado chinês para que todos os clientes fossem comunicados. “Foi uma questão de timing”, explicou. Ele vê espaço para aplicação do aumento.

 

Até o final de abril, mais de 1,5 milhão de toneladas de fibra saíram do mercado global por paradas não programadas, bem acima da média histórica. E houve nova ruptura em maio. “O mercado está firme, com oferta limitada devido às paradas e gargalos logísticos. Nossas fontes indicam que o sentimento no retorno do feriado é melhor do que antes.”

 

O negócio de papel, por sua vez, teve no trimestre o melhor desempenho nesse período na história, segundo o diretor de papel e embalagens, Fabio Almeida. O resultado operacional (Ebitda) ajustado por tonelada de papel alcançou a marca recorde de R$ 1.797, com alta de 31% na comparação anual.

 

“A demanda permanece forte tanto no mercado doméstico quanto no mercado internacional, diante da retomada da atividade e da recuperação do consumo de papéis de imprimir e escrever. Além disso, paradas em fábricas limitaram a oferta”, disse.


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