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Ucrânia teme deterioração de grãos em navios de portos bloqueados no Mar Negro


Fonte: CNN Brasil (18 de abril de 2022 )
Vista de instalações portuárias em Odessa, na Ucrânia – Foto: Reuters

 

Cerca de 1,25 milhão de toneladas de grãos e oleaginosas ainda estão em navios comerciais bloqueados em portos ucranianos devido à invasão da Rússia e parte da carga pode se deteriorar em um futuro próximo, disse o ministro da Agricultura da Ucrânia, Mykola Solskyi, nesta sexta-feira (15).

 

Ucrânia costumava exportar quase todos os seus grãos e oleaginosas por meio de portos marítimos e agora é forçada a encontrar novas rotas, pois seus portos estão bloqueados por forças russas.

Antes da guerra, a Ucrânia exportava até 6 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas por mês, enquanto em março as exportações caíram para 200 mil toneladas, disse Mykola Solskyi ao jornal Ukrayinska Pravda.

 

“A carga não foi descarregada e continua em navios. Atualmente, existem 57 navios com 1,25 milhão de toneladas de grãos e oleaginosas”, disse Solskyi.

 

“Quanto ao período de retenção, acho que até os próprios capitães na maioria dos casos não sabem se há algum problema com isso. Certamente não planejavam manter esse grão nos navios por muito tempo”, acrescentou.

 

Solskyi disse que tudo depende do estado dos porões dos navios e se o grão for armazenado por mais de três meses, “surgem problemas e parte da carga pode estragar”.

 

A Ucrânia tradicionalmente exporta grãos para o norte da África e Oriente Médio e Solskyi disse que essas regiões seriam forçadas a gastar mais dinheiro e se concentrar no trigo de origem não ucraniana.

 

Ele disse que os importadores já estão gastando mais e que a situação com a oferta de grãos da Ucrânia pode levar esses países a construir maiores reservas de grãos e isso também elevará os preços.

 

“Ou seja, mesmo que essa história termine magicamente amanhã, a onda de preços altos vai durar de três a cinco anos, até que o clima na região se estabilize não haverá equilíbrio”, acrescentou Solskyi.


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