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Logística global seguirá sob pressão no ano, diz Suzano


Fonte: Valor Econômico (11 de abril de 2022 )

As cadeias logísticas globais permanecem estressadas e não há indicação de que haverá mudança nesse quadro ainda em 2022. Pelo contrário: a adoção de lockdowns para conter o surto de covid-19 na China pode exacerbar os gargalos no transporte mundial de produtos, na avaliação do diretor de florestal, logística e suprimentos da Suzano, Carlos Aníbal de Almeida.

 

“Os lockdowns na China trazem mais incertezas quanto à recuperação e podem, ainda, agravar a situação”, disse o executivo ao Valor. “Não vemos perspectiva de melhora em 2022”.

 

Conforme Aníbal, a Suzano, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, também tem enfrentado atrasos no embarque por causa do maior ciclo dos navios, em meio ao congestionamento em portos ao redor do mundo. Mas consegue neutralizar parte dos problemas no transporte marítimo mundial devido à estrutura de sua operação logística, que compreende três portos no país e uma frota de dez navios dedicados, contratados junto à coreana Pan Ocean.

 

Os gargalos no transporte marítimo tiveram início com a retomada da demanda, mais forte do que o esperado, quando grandes economias começaram a relaxar as medidas de isolamento contra o novo coronavírus, em um momento em a oferta de contêineres estava reduzida também devido à pandemia.

 

Parte da carga que era transportada em contêiner acabou migrando para os navios de carga solta, ou “break bulk”, que tradicionalmente são usados pelos grandes produtores de celulose e de outras commodities. Com isso, as embarcações passaram a levar cargas mais diversas e a parar em mais terminais portuários do que o habitual, com reflexo direto no tempo decorrido entre embarque do produto e sua chegada ao destino.

 

Somam-se, então, as restrições de mão de obra decorrentes da contaminação pela covid-19 e a suspensão das atividades em portos estratégicos, a exemplo do que se viu há pouco em Xangai. “Os contratos [com armadores] preveem uma janela, mas os navios estão fora dela. Isso contribui para o congestionamento nos portos, que afeta a todos”, explicou o executivo.

 

Especificamente na indústria de celulose, os problemas nas cadeias globais e regionais de suprimento levaram à redução da oferta da matéria-prima – não à toa, na sexta-feira, o preço líquido da fibra curta no mercado chinês superou US$ 780 por tonelada, com alta superior a 20% em menos de dois meses.

 

Disponibilidade limitada de vagões e caminhões e falta de caminhoneiros têm prejudicado a operação em fábricas da América do Norte e da Europa, limitando o suprimento de químicos e madeira usados no processo e o escoamento da celulose produzida. Na China, o receio é de escassez de celulose, uma vez que os estoques estão baixos e o deslocamento a partir dos produtores, bem maior do que o normal.

 

Em relatório do fim de março, analistas do BMO Capital Markets escreveram que os problemas de logística e transporte no Canadá, país de grandes produtores de celulose de fibra longa, pareciam ser os mais graves em anos, agravados pela escassez de vagões.

 

O comentário veio após a Canfor anunciar que suas serrarias no oeste canadense vão operar a taxas reduzidas em abril, por causa das limitações no transporte ferroviário. Uma das fábricas de celulose da companhia, em Taylor (British Columbia), já estava com a produção suspensa e poderia estender a medida por mais seis semanas.


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