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Dólar recua e se aproxima de R$ 4,90


Fonte: Valor Econômico (23 de março de 2022 )

Em um pregão marcado pela esperada divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o dólar aprofundou ainda mais sua trajetória de queda, se aproximando dos R$ 4,90. Já o Ibovespa teve outro pregão de ganhos e retomou o patamar de 117 mil pontos, o que não ocorria há alguns meses.

 

No fim do dia, o dólar comercial registrava desvalorização de 0,60%, negociado a R$ 4,9142, menor nível desde junho do ano passado, após chegar a marcar R$ 4,9051 na mínima da sessão. O principal índice de ações da bolsa brasileira fechou o pregão com alta de 0,96%, aos 117.272 pontos, nível antes registrado apenas em setembro passado.

 

“Ainda estamos com viés de alta muito grande para o real”, diz Mário Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, dada a tendência de alta dos preços de commodities no mercado internacional. “Há muita entrada de recursos, ainda mais com investidores estrangeiros deixando de aplicar [dinheiro] em empresas internacionais para aplicar em companhias nacionais ligadas a commodities”, comentou.

 

Em relatório sobre a situação da América Latina no contexto da guerra na Ucrânia, o Bank of America reforça essa teoria e diz que considera o Brasil seu mercado favorito na região. No entanto, no Ibovespa a sessão foi de correção para a classe, após o minério de ferro recuar 3,6% em Dalian. Novas medidas de isolamento adotadas na China têm tido impacto direto na operação de siderúrgicas. Vale ON cedeu 2,24%, Usiminas PNA perdeu 0,96%, Gerdau PN caiu 1,68% e CSN ON recuou 1,33%.

 

Investidores direcionaram ontem suas apostas para ativos mais ligados à economia local, os mais descontados do índice. Locaweb ON ganhou 6,82%, Banco Inter units cresceu 6,18%, Americanas ON melhorou 6,67%, Méliuz ON avançou 6,05%

 

Em reação à ata do Copom, os juros futuros de curto prazo ficaram praticamente estáveis na B3 ou com viés de queda, diante da proximidade do término do ciclo de alta da Selic, e as taxas intermediárias e longas marcaram baixas firmes, sob a perspectiva de que o juro básico à frente não será tão apertado quanto o mercado hoje precifica. No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 variou de 12,93% no ajuste anterior para 12,945%, e a do DI para janeiro de 2027 caiu de 11,98% para 11,855%.

 

Em Nova York, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano voltaram a subir. O “yield” do Treasury de dez anos foi de 2,32% a 2,38%. Os índices acionários de Wall Street também subiram. O Dow Jones terminou em alta de 0,74%, o S&P 500 ganhou 1,13% e o Nasdaq, 1,95%.


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