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Porto de Santos propõe pagar 93,5% do lucro ao governo


Fonte: Valor Econômico (18 de março de 2022 )
Fernando Biral, presidente da SPA, prevê 2022 desafiador, mas de expansão — Foto: Divulgação/Sergio Coelho

A Santos Port Autorithy (SPA), que administra o Porto de Santos, planeja distribuir R$ 308 milhões de dividendos ao governo federal, após registrar um lucro líquido de R$ 329,14 milhões no ano passado – 62,6% maior do que em 2020. A proposta de pagamento será votada em assembleia no dia 22 de abril.

 

“Estamos propondo o pagamento máximo. É um recorde histórico para a companhia”, afirma o diretor financeiro da empresa, Marcus Mingoni.

 

A estatal, que está sendo preparada para privatização, encerrou o ano com caixa de R$ 1,28 bilhão – o valor líquido, descontando a dívida, é de R$ 657,4 milhões. O plano da diretoria é chegar ao fim de 2022 com um caixa total superior a R$ 1,7 bilhão. Portanto, a distribuição de dividendos à União não irá comprometer a situação financeira da empresa, segundo o presidente da SPA, Fernando Biral.

 

A companhia também projeta atingir, em 2022, um lucro líquido de R$ 500 milhões, mesmo com as incertezas provocadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

 

Um dos fatores que irá impulsionar a receita neste ano, afirma, será o reajuste tarifário aplicado aos terminais, com aumento médio de 13% do valor, que passará a valer a partir do início de abril. Além disso, a previsão é de uma maior movimentação no porto, com o início da operação de novos terminais – como os de celulose STS14 e STS14A – e uma expectativa de que as quebras de safras ocorridas em 2021 não se repitam neste ano.

 

“A perspectiva é de uma superssafra, principalmente de soja. Temos visto um crescimento expressivo em janeiro e fevereiro e um ritmo acelerado em março, o que indica um primeiro trimestre muito promissor. Estamos projetando, no nosso planejamento, um crescimento de 5% na movimentação”, diz Biral.

 

Em 2021, as receitas tarifárias líquidas caíram 7,6%. O maior impacto veio da queda no fluxo de cargas, de 12,5% no ano e 5,3% no quarto trimestre, principalmente pela quebra das safras de milho e açúcar. No ano, a receita operacional líquida da SPA ficou estável e somou R$ 1,1 bilhão (queda de 0,3% em relação a 2020).

 

A SPA também estuda medidas para mitigar os impactos dos conflitos na Ucrânia, principalmente nas cadeias logísticas de trigo e fertilizantes, que deverão ser as mais impactadas pela guerra. “Nossa ideia é ter uma rapidez maior para liberar os navios, para que possam fazer o reabastecimento, que provavelmente será em outro lugar, não na Ucrânia e Rússia, mas, por exemplo, no Canadá. Estamos confiantes que teremos um crescimento neste ano, mas será um ano desafiador, devido à guerra”, afirma o presidente. Essas medidas serão definidas nesta sexta (18), junto ao Ministério de Infraestrutura.

 

Outra ação que deverá impactar os resultados da SPA é o Plano de Demissão Voluntária, lançado pela empresa em fevereiro, e que está em fase final. Segundo Mingoni, cerca de 100 funcionários (de um total de 360 habilitados) aderiram ao programa. A estimativa é de um corte de R$ 15 milhões ao ano de despesas correntes. Em 2021, os custos com pessoal somaram R$ 163,6 milhões. A redução não deverá ser captada ainda em 2022, pelos gastos necessários para fazer as demissões.

 

Já os investimentos da estatal deverão seguir em um patamar baixo em relação ao caixa disponível. Em 2021, havia um limite para investir R$ 240,6 milhões, mas apenas 9,5% do montante foi efetivamente aplicado. Neste ano, o plano é investir R$ 90 milhões. Os executivos afirmam que o baixo nível dos aportes se deve às amarras do setor público, por exemplo, a dificuldade de realizar desapropriações.

 

O projeto de desestatização da SPA, que está em consulta pública, prevê um investimento em bens de capital (capex) na estrutura do porto de R$ 1,4 bilhão. Também estão previstos R$ 14,16 bilhões na manutenção do calado ao longo do contrato de 35 anos, além de R$ 3 bilhões destinados ao projeto do túnel submerso Santos-Guarujá.


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