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Secretário nacional de Portos afirma que governo está ‘preparado para o pior cenário’ diante da guerra na Ucrânia


Fonte: G1 (4 de março de 2022 )
Secretário nacional de Portos visitou obra em terminal de celulose no Porto de Santos, SP — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

 

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni e Silva, fez uma visita técnica às obras de um novo terminal de celulose da Eldorado Brasil – produtora de celulose de eucalipto – no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, nesta quinta-feira (3). Durante coletiva de imprensa, Piloni também falou sobre o fertilizante importado da Rússia pelo país, e sobre quais atitudes os ministérios estão tomando para que não falte o insumo para o agronegócio. Conforme o secretário, o governo está “preparado para o pior cenário” diante da guerra na Ucrânia.

 

O empreendimento que o secretário visitou tem área de mais de 50 mil metros quadrados, e capacidade para escoamento de 3 milhões de toneladas de celulose branqueada por ano. Isso significará para a empresa uma área três vezes maior durante a exportação de celulose. Segundo informado ao g1, o terminal terá investimento de cerca de R$ 500 milhões, e deve começar a operar no início de 2023.

 

Durante a visita, Piloni também falou sobre a desestatização do Porto de Santos. A consulta pública vai até 16 de março, e de acordo com ele, é avaliada a possibilidade de ser realizada uma nova audiência pública nesse período, de forma online ou presencial, para que a população acompanhe e possa opinar sobre o projeto.

 

Ainda durante a visita, o secretário também falou sobre o fertilizante importado pelo Brasil. De acordo com Piloni, cerca de 23% do fertilizante importado no ano passado veio da Rússia. Ele explicou quais atitudes os ministérios estão tomando para que não falte o insumo para o agronegócio.

 

“Nós temos que trabalhar diante de todos os cenários possíveis. A gente está acompanhando a escalada de um conflito que é localizado, por hora, e esperamos que seja assim, mas que traz impactos, sem dúvida alguma. Estamos falando de grandes produtores de fertilizantes envolvidos, e consumidores de produtores brasileiros. Então, da nossa parte, enquanto governo brasileiro, seja no Ministério da Infraestrutura ou da Agricultura, a ideia é que estejamos preparados. Estamos nos preparando para o pior cenário, é assim que a gente deve atuar”, afirma.

 

De acordo com secretário, o assunto está sendo conversado com o Ministério da Agricultura, para que não haja problemas de logística em um momento de eventual crise. “A gente precisa ter um Porto funcionando bem, com máximo de fluidez e prioridade dada a esse produto, esse insumo da produção agrícola brasileira, que é o fertilizante”, afirma.

 

Ainda segundo Piloni, o Ministério da Infraestrutura tem buscado alternativas de outros fornecedores, e a potencialização da pesquisa, para que haja uma utilização mais eficiente do fertilizante. “É isso que nos cabe. Difícil dizer qual será o tamanho do impacto, mas estamos trabalhando para minimizá-lo”, finaliza.


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